Saiba quem são os dois suspeitos presos pela morte de Marielle e Anderson

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2019 10h19
Reprodução/FacebookO assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson completa um ano na próxima quinta-feira, dia 14

O policial militar reformado Ronnie Lessa, preso nesta terça-feira por ser apontado como autor dos treze disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, foi aposetado depois de um atentado a bomba contra ele. O ataque, que ocorreu há 10 anos na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na amputação de uma de suas pernas e teria sido provocado por uma briga entre facções criminosas.

Também foi preso na Operação Luma o ex-policial militar Élcio Queiroz. Ele é suspeito de ser o motorista do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. Queiroz foi preso em 2011 na Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que investigou o envolvimento de policiais militares com traficantes de drogas e com grupos milicianos. Na época, Queiroz era lotado no Batalhão de Olaria (16º BPM). Quatro anos dpeois ele foi expulso da Polícia Milita.

Além dos dois mandados de prisão, Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem 34 mandados de busca e apreensão. O assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completa um ano na próxima quinta-feira, dia 14.

O crime

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I, pouco mais de um quilômetro distante da casa de Marielle. Um carro emparelhou com o chevrolet Agile da vereadora e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde estava Marielle. Treze disparos atingiram o carro.

Quatro tiros atingiram a cabeça da parlamentar. Apesar dos disparos terem sido feitos contra o vidro traseiro, três deles, por causa da trajetória dos projéteis, chegaram até a frente do carro e perfuraram as costas do motorista Anderson Gomes. Os dois morreram ainda no local.

A única sobrevivente foi uma assessora de Marielle. O carro ou os carros usados no crime — acredita-se que tenham sido dois — deixaram o local sem que os autores do homicídio pudessem ser identificados, pois as câmeras de trânsito que existem na região estavam desligadas.

*Com informações da Agência Brasil