Saída para reforma política pode ser constituinte, diz deputado
Texto da Reforma Política deverá ser votado nesta semana em comissão especial da Câmara dos Deputados e chegar ao plenário até o fim do mês. O relator da Reforma, deputado Marcelo Castro, avalia que se as mudanças não passarem pelas mãos dos parlamentares, a saída será uma Constituinte. O objetivo é coincidir as eleições no país, desde presidente a vereador, a partir de 2018, em mandatos de cinco anos.
Falando a Thiago Uberreich, o deputado Castro diz que o debate desse ano é a última chance das medidas serem aprovadas no Congresso. “Vamos tentar pela última vez e se não conseguirmos vamos chegar à conclusão de que pela via congressual normal nós não a faremos, passarei a prega uma constituinte exclusiva só para mudar o sistema eleitoral brasileiro”, afirma.
O cientista político Rafael Cortez vê como certo exagero do relator que esta é a última chance para se aprovar uma reforma.
Ele afirma a Anderson Costa que as discussões sobre o tema ficam travadas a falta de um diagnóstico detalhado sobre o processo eleitoral. “A questão da reforma da constituinte é polêmica, mas o mais importante é entender o diagnóstico de quais são das falhas do sistema político brasileiro e quais as melhores ferramentas para que a gente possa ter algum ganho para a democracia brasileira”, analisa.
O cientista entende que coincidir todas as votações pode complicar a vida do eleitor e que cinco anos é muito tempo para os políticos serem avaliados.
Na semana passada, o deputado Marcelo Castro voltou atrás em relação a proposta de mandato de dez anos para os senadores.
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