Se comprovadas, denúncias de fala contra Dilma podem gerar impeachment, diz jurista

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2014 13h05
***FOTO EMBARGADA PARA INTERNET*** OSASCO, SP, 16.10.2014: DEBATE-PRESIDENTE - Dilma Rousseff - Os candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam do segundo debate do segundo turno da eleição presidencial, mediado pelo jornalista Carlos Nascimento nesta quinta-feira (16). O debate é organizado pelo portal UOL, empresa do Grupo Folha, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, mediado pelo jornalista Carlos Nascimento, nos estúdios do SBT, em Osasco, na Grande São Paulo. (Foto: Reinaldo Canato/UOL/Folhapress)Confira imagens do debate presidencial de segundo turno entre Dilma e Aécio

Ives Gandra Martins, professor e jurista, falou à Jovem Pan sobre as possíveis consequências legais se as denúncias de Alberto Youssef, revelada pela revista Veja, forem comprovadas.

Youssef disse que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras investigada pela Polícia Federal. A frase teria sido proferida em regime de delação premiada acordada entre o réu e os investigadores.

“Quem pede delação premiada não pode mentir”, explica Ives ao repórter Anchieta Filho. “Se fosse apenas uma mera alegação, essa alegação viria a prejudicá-lo, não beneficiá-lo, porque ele teria que responder pelo crime de difamação.”

Caso a fala seja confirmada depois pelas investigações, a possível futura presidente teria praticado improbidade administrativa, que leva ao impeachment.

“A denúncia é muito grave e chega a ser provável que nós vamos ter pelo menos a abertura de um processo de impeachment”, projeta Ives. “O fato é gravíssimo: foi utilizada a maior empresa do Brasil para gerar recursos ao partido dos presidentes da República.”

“Se ganha a presidente Dilma, se for aberto um processo de impeachment, se tudo ficar comprovado, o presidente da República poderia ser Michel Temer, o vice-presidente”, avalia ainda o jurista, ressaltando que essa cogitação está presa a diversas condicionais. “Tudo hipóteses.”

“Precisa de provas: houve ou não houve corrupção?”.

“Há um mundo de elementos que terão de ser comprovados, mas, se forem, a gravidade é monumental”, conclui.

Ouça a entrevista completa no áudio acima.