Secretário de desestatização diz que Prefeitura vai responder TCM e questiona tombamentos

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2017 15h18
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOWilson Poit, Secretário de Desestatização e Parcerias da Prefeitura de São Paulo, durante audiência pública para tratar da venda do Complexo Anhembi e dos ativos da SPTuris (São Paulo Turismo) na sexta

Wilson Poit, secretário municipal de desestatização da gestão João Doria, falou à Jovem Pan neste sábado e explicou os principais pontos do programa que visa a conferir mais espaço para a iniciativa privada no governo da capital paulista e encher os cofres da Prefeitura.

Sobre a suspensão da concessão de cemitérios decretada pelo Tribunal de Contas do Município, Poit disse: “vamos responder todos os questionamentos do TCM, o que só vai atrair mais e abrir mais o leque”.

Poit também explicou a diferença entre concessão e privatização.

Estão sendo privatizados, ou seja, vendidos, o sambódromo do Anhembi, o autódromo de Interlagos e um conjunto de imóveis que era da Prefeitura.

O lote maior do programa de desestatização, porém, é o de concessões, que está sendo feito com o estádio do Pacaembu, 107 parques municipais, o Mercadão, o bilhete único e terminais de ônibus, que poderão ter prédios construídos em cima.

“A Prefeitura não fará nenhum passo das avaliações antes do processo de tombamento”, disse Poit.

“Exceto o sambódromo, eles não estão tombados – eles estão em processo de tombamento que se arrasta por 11 anos, desde quando era outro zoneamento”, afirmou o secretário.

“Estamos contratando uma assessoria financeira para nos ajudar em toda fase de auditoria e levar o Anhembi até uma fase de leilão da bolsa”, explicou. Para o secretário, a “vocação do local” é o turismo de negócios e ele sugere a construção de um “grande resort integrado com convenções, hotéis”.

“A cidade ficaria um pouco indignada. vai tombar o que lá?”, disse o secretário.

“Lógico que o complexo do Anhembi, se não for tombado, tem um valor muito maior (para a venda), explica. “Vamos procurar maximizar o valor do Anhembi”.

Ouça a entrevista completa: