Sem curso superior, Eike teria que ir para presídio comum; advogados negociam

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2017 11h31
Brasília - A CPI que investiga supostas irregularidades na gestão do BNDES realiza audiência para ouvir o empresário Eike Batista, fundador do Grupo EBX (José Cruz/Agência Brasil)Eike Batista - ABR

Os advogados do empresário Eike Batista estão tentando negociar com as autoridades brasileiras a apresentação do ex-bilionário. Mas, segundo fontes do repórter Rodrigo Viga, não há espaço para acordo.

Os representantes de Eike estiveram reunidos com pessoas ligadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal na última sexta-feira (27) para discutir a apresentação do empresário. Na quarta-feira (25), ele embarcou utilizando o seu passaporte alemão com jeito de que estaria fugindo, saindo às pressas do País. No dia seguinte, Eike Batista teve a prisão preventiva decretada na Operação Eficiência, desdobramento da Calicute no âmbito da Lava Jato. Ele é considerado foragido e a Interpol foi acionada.

Os advogados alegam que o empresário não pode ser considerado foragido, já que em nenhum momento imaginava que estaria na mira da justiça brasileira. O detalhe é que Eike teria que cumprir pena em um presídio comum, já que não tem curso superior.

O empresário é acusado de pagar U$ 16,5 milhões, o equivalente a mais de R$ 50 milhões, em propina no mandato de Sérgio Cabral para obter vantagens, benefícios e facilidades em seus empreendimentos no Rio de Janeiro.

Confira no áudio acima todas as informações com o repórter Rodrigo Viga.