Senadores chegam à Venezuela para reunião com oposicionistas e defensores do governo

  • Por Agência Senado
  • 25/06/2015 10h04

Senadora Vanessa GrazziotinSenadora Vanessa Grazziotin

A delegação de parlamentares designados pelo Senado brasileiro chegou a Caracas, capital venezuelana, na madrugada desta quinta-feira (25). Eles pretendem realizar durante todo o dia encontros com representantes do governo de Nicolás Maduro e também da oposição, com o objetivo de entender a situação política da Venezuela e atuar como observadores da democracia daquele país.

“A pior coisa que pode acontecer para o Brasil e a América Latina é a Venezuela entrar em guerra civil. Queremos legalidade democrática e realização de eleições livres, estamos aqui para conversar com todos”, explicou o senador Lindbergh Farias (PR-RJ).

De acordo com Lindbergh, um dos objetivos após a visita é acompanhar o processo eleitoral da Venezuela, que tem eleições marcadas para 6 de dezembro. Uma comissão de senadores brasileiros da oposição e da situação deve ser instituída para esse acompanhamento. As tratativas foram iniciadas com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), como informou Lindbergh.

Essa é a segunda comissão de senadores que visita a Venezuela em duas semanas. Na última quinta (18), outro grupo desembarcou no país vizinho com a intenção de conversar com presos políticos, mas não conseguiu cumprir a missão. Os integrantes da nova comitiva frisam que, ao contrário dos outros senadores, ouvirão representantes de todos os espectros políticos. “A primeira comitiva veio com um objetivo claro, de reforçar a oposição, e nós estamos aqui para ouvir todos os lados”, salientou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

A parlamentar reforçou que o Senado brasileiro não tem o direito de se meter nos problemas internos políticos da Venezuela. Disse ainda que os senadores em território venezuelano falarão em nome do Parlamento brasileiro, multipartidário, e não de uma legenda específica. “Não viemos aqui para dar apoio político a grupos. Viemos para informar o Senado Federal da opinião da situação e da oposição venezuelana”, acrescentou.