Moro diz que não há casos de Covid nas prisões: ‘Ambiente relativamente seguro’
Único óbito no sistema prisional mundial aconteceu na França
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta terça-feira (31) em entrevista coletiva que “não existe temor” sobre a chegada do coronavírus ao sistema penitenciário brasileiro e que não há nenhum caso registrado até agora. O País tem hoje 752 mil presos, 15 mil em delegacias e 83 mil servidores no sistema prisional.
Ele usou estatísticas de outros países para explicar que, até o momento, a doença infectou poucas pessoas nos presídios. Na Itália, por exemplo, país que registra o maior número de mortos e infectados pelo vírus no mundo, houve 10 infectados entre mais de 70 mil presos. O único óbito no sistema prisional aconteceu na França.
De acordo com ele, isso deve-se à própria condição dos carcerários.”Há ambiente de relativa segurança para o sistema prisional em relação ao coronavírus, pela própria condição dos presos de estarem isolados”. Algumas medidas tomadas pelo governo para conter a disseminação foram a suspensão de visitas e o aumento do tempo de banho de sol.
Moro descartou a soltura de presos, medida adotada por outras países. “Não existe nenhuma pretensão disso. Minha sugestão é que as solturas sejam bastante ponderadas. Há a necessidade de evitar que a população fique vulnerável”, afirmou Moro.
Outras medidas
O ministro falou, também, sobre a portaria que assinou na segunda-feira (30) que autoriza a Força Nacional a auxiliar o Ministério da Saúde para determinadas ações no combate à pandemia. A determinação aparece em edição extra do Diário Oficial da União e tem validade até o dia 28 de maio, com possibilidade de ser prorrogada.
“Assinamos uma portaria autorizando que a Força Nacional atue junto ao Ministério da Saúde na segurança e auxílio de agentes a saúde, seja realizando escoltas de medicamentos, guardas de locais estratégicos, ou promovendo ações sanitárias”, explicou.
Moro anunciou, ainda, a prorrogação do fechamento da fronteira com a Venezuela “por razões sanitárias” e disse que o governo “não cogita proibir o retorno de brasileiros”.
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