Serra defende PSDB como partido de colaboração em eventual governo Temer

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2015 10h46
O senador José Serra, o ministro da aviação, Eliseu Padilha e o vice-presidente Michel Temer comparecem ao velório do ex-deputado Paes de Andrade, no Salão Negro do Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil)José Serra e Michel Temer

O senador José Serra (PSDB-SP) quis demonstrar cautela quando questionado se aceitaria ser ministro em um eventual governo de José Temer, após possível afastamento de Dilma. “Não é o caso de dizer que aceitaria ou não”, disse em entrevista exclusiva à Jovem Pan.

Mas cogitou em seguida: “No seu devido tempo, com o desenlace dessa situação, que acho que vai acontecer, o partido e nós todos vamos procurar definir uma posição, que, no meu entendimento, será como um partido de colaboração, especialmente no Congresso”.

“Agora, entrar ou não entrar no governo, isso depende de outras condições”, ressaltou Serra.

“Acho que se a Dilma sair e o Michel Temer assumir, para o bem do País nós devemos ter um governo forte, não no sentido repressivo, mas de atuar de maneira coesa. Hoje nós temos um governo fraquíssimo”, aproveitou para criticar o senador.

“Nenhum partido de oposição hoje à Dilma e que tiver votado pelo seu impeachment deve ficar alheio à sorte do governo Michel Temer”, opinou.

“Se a Dilma cair, quem entrar no lugar dela vai comer o pão que o diabo amassou”, avaliou ainda Serra em outro trecho.

Na entrevista, Serra também comparou a crise atual com a de 1964, defendeu o parlamentarismo no Brasil, criticou os governos anteriores de Lula e Dilma, opinou sobre os vetos presidenciais e defendeu projeto de sua autoria sobre o Pré-Sal.

Ouça a participação completa do senador no áudio do começo do texto.