Serra se impressiona com manifestação e pede “semipresidencialismo” para 2018

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2016 17h47
São Paulo - Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil) Rovena Rosa/Agência Brasil José Serra esteve em meio a manifestantes em São Paulo e pregou um novo sistema de governo no Brasil

Ex-governador, ex-prefeito e hoje senador, José Serra foi outro político importante do PSDB a endossar as manifestações deste domingo (13) na Capital. Apesar da adesão de políticos de seu partido aos protestos, Serra fez questão de desvincular, em entrevista ao repórter Anderson Costa, da Rádio Jovem Pan, o evento da influência partidária, tratando-o como que vem do povo brasileiro.

“Eu nunca vi nada semelhante, nunca estive em meio a tanta gente. Gente indignada com a situação do Brasil, esse é o denominador comum. Gente indignada com a situação do Brasil, esse é o denominador comum. Gente que quer mudança, que não é politizada, no sentido de ser deste ou daquele partido, nem veio como um protesto político-partidário. Veio para as ruas como paulistanos, paulistas e brasileiros”, disse o político.

Para ele, a melhor solução para o Brasil seria mudar seu sistema de governo para um “semipresidencialismo”. “Em 2018 você já votaria num sistema político diferente, porque vai ter presidente da República com funções limitadas, quem de fato governa é o primeiro-ministro, que conta com maioria na Câmara dos Deputados”, pregou José Serra, que acredita em uma maior mobilidade na política brasileira com tal medida.

“Se ele (presidente) for mal, você troca. No presidencialismo, se o presidente vai mal, tem uma crise; no parlamentarismo, você troca. Mas vai ter presidente da República cuidando de relações externas, defesa e relações com os outros poderes. O dia a dia será tocado pelo primeiro-ministro, como acontece na maioria dos países do mundo civilizado”, afirmou.

Por fim, o ex-governador desabafou sobre a situação do país. “Converse com as pessoas que você percebe, um sentimento genuíno de indignação, de impaciência, de aflição e de querer que o Brasil tenha um rumo. Hoje o Brasil está sem rumo, essa que é a verdade. Nunca vi o nosso país tão sem rumo, tão sem caminho, ao longo de toda a minha vida. E olha que eu vivi muitos episódios difíceis aqui”, concluiu Serra.