Skaf critica intransigência do governo sobre desoneração: “não adianta negociar”

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2015 10h15
SÃO PAULO,SP,26.03.2015:CAMPANHA "MAIS-MULHERES-NA-POLITICA" - Paulo Skaf durante primeiro ato da campanha ?Mais Mulheres na Política? nesta quinta-feira (26), no auditório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista, região Central de São Paulo (SP). A meta é garantir na reforma política que a partir das próximas eleições 30% das vagas dos legislativos se destinem a mulheres, não importando o regime político que venha a ser aprovado do debate que acontece atualmente. (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Folhapress)Paulo Skaf defende terceirização

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, criticou fortemente o projeto que reduz as desonerações na folha de pagamento das empresas (PL 863/15), que deve ser votado nesta semana na Câmara. A entrevista foi concedida no Jornal da Manhã da Jovem Pan desta terça-feira (16).

Skaf diz ter estado em Brasília há duas semanas para fazer lobby contra o projeto e que já conversou “diversas vezes” com alguns dos nomes mais importantes do governo: Joaquim Levy (ministro da fazenda), as lideranças da Câmara, Leonardo Picciani (PMDB, relator do projeto) e Eduardo Cunha (presidente da Casa). Mas não obteve sucesso. “Não adianta negociar”, lamenta. “O governo teima em querer alterar para a indústria, ou aumentando 150% o imposto sobre o faturamento, ou 20% sobre a folha de pagamento”.

“O projeto do governo é de oneração da folha”, classifica o presidente da Fiesp, apesar de o governo Dilma ter estabelecido as desonerações, cortes nos impostos, ainda no seu primeiro mandato.

Skaf não considera esse o momento ideal para recolher mais da indústria. “A perspectiva (para a indústria) é péssima”, diz. O presidente da Fiesp ressalta que há expectativa de redução de 6% na indústria de transformação este ano. “Isto é muito ruim, isso é ruim para o emprego, isso é ruim para o país, isso é ruim para uma indústria que já está debilitada, sentindo os efeitos dessas dificuldades que nós estamos passando no país neste momento”, avaliou.

Skaf cobra a redução de impostos do governo e diz: “Ninguém quer mais saber de impostos, não”. Ele questiona a relevância do corte de R$ 69 bilhões no orçamento.

Paulo Skaf disse ainda não estar pensando em questões eleitorais.