SP: sindicato dos Metroviários confirma paralisação nesta sexta-feira; ônibus param das 0h às 6h

  • Por Jovem Pan
  • 13/06/2019 20h09
Carlos Tristão/Estadão ConteúdoAs linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, informaram em nota que suas operações permanecem inalteradas

Em assembleia realizada nesta quinta-feira (13), o Sindicato dos Metroviários decidiu aderir à greve nesta sexta-feira (14) e paralisar as atividades a partir das 0h. O Sindmotoristas informou, também, que os ônibus na cidade de São Paulo ficarão parados das 0h às 6h. Das 5h às 6h serão realizadas assembleias nas garagens para decidir continuidade ou não.

O transporte nas cidades da região metropolitana, como Guarulhos, Arujá, Sorocaba, ABC Paulista e Vale do Paraíba também irá paralisar.

A ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, informaram em nota que suas operações permanecem inalteradas. A CPTM irá operar normalmente.

Nesta quinta-feira (13), a Prefeitura de São Paulo voltou atrás e anunciou que o rodízio de veículos será mantido nesta sexta.

Liminares

O governo do Estado, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, conseguiu liminares que determinavam a manutenção de um quadro mínimo de funcionários por período. A liminar estabelece que o Metrô mantenha 100% do quadro de funcionários nos horários de pico e 80% no restante do dia e, na CPTM, 100% do quadro de servidores em todo o horário de operação.

No entanto, líderes das centrais sindicais divulgaram que a greve será mantida. Entre as reivindicações, estão maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e protestos contra o contingenciamento na Educação, além de discordâncias com a reforma da Previdência proposta pelo governo.

O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, disse que os sindicatos que fizessem paralisações receberiam multas que poderiam chegar até R$ 1 milhão por dia. “Ainda pode haver penalidade aplicadas pelo regimento interno de cada empresa por trabalhador que aderir à greve”, esclareceu.

Escolas

Os sindicatos dos professores das redes de ensino municipal, estadual e particular decidiram aderir ao movimento. Ao menos 33 colégios particulares de São Paulo vão ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente.