STF nega pedido de Cunha para tirar ação da Lava Jato de Moro

  • Por Agência Estado
  • 07/10/2015 17h45
SÃO PAULO,SP,28.08.2015:SERGIO-MORO - O juiz federal Sergio Moro, que preside a Operação Lava Jato, ministra palestra no Ministério Público Federal, em São Paulo (SP), na manhã desta sexta-feira (28), sobre o tema ?Aspectos controvertidos do crime de lavagem de dinheiro?. O evento é organizado pelo procurador da República Rodrigo de Grandis. (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress)Sérgio Moro em palestra organizada pelo Ministério Público Federal

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou decisão do ministro Teori Zavascki e negou pedido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para retirar da Justiça Federal do Paraná a ação em que o deputado é citado. Em depoimento no curso do processo, o lobista Júlio Camargo relatou pagamento de US$ 5 milhões ao peemedebista.

Em agosto, Zavascki já havia negado a reclamação proposta pelos advogados de Cunha, que alegam que o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba, “usurpou a competência do Supremo” ao colher depoimento em que o deputado, que possui foro privilegiado, é citado. A defesa do parlamentar recorreu e o debate foi levado ao plenário da Corte.

De acordo com o ministro do STF relator da Lava Jato, o Tribunal já decidiu no ano passado pela cisão dos casos sem foro privilegiado, que são conduzidos por Moro. Ele também destacou no plenário que o recurso apresentado pelos advogados de Cunha não trouxe elementos novos e os ministros confirmaram o entendimento de Teori Zavascki.

Quando a reclamação do parlamentar chegou ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou em parecer que foi “absolutamente correto todo o procedimento de colheita de provas realizado” e chamou de “ilação” a acusação feita pelo peemedebista de que o depoimento de Camargo tem por objetivo afastá-lo da presidência da Câmara.

Janot ofereceu denúncia contra Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Após a apresentação de defesa prévia do parlamentar, o caso será encaminhado para nova manifestação da Procuradoria e, posteriormente, os ministros do STF irão decidir se aceitam a denúncia e abrem ação penal contra o deputado.