STJ pede explicações a Moro sobre prisões de presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez, Vaccari e Vargas

  • Por Jovem Pan
  • 24/07/2015 15h20
CURITIBA, PR, 02.03.2015: EDUCAÇÃO-PR - Juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que está no caso da Operação Lava Jato, após aula inaugural para estudantes de direito na Esmafe (Escola Superior da Magistratura Federal), em Curitiba, na noite desta segunda-feira (2). (Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/Folhapress)Sérgio Moro

Francisco Falcão, presidente do Superior Tribunal de Justiça em Brasília, solicitou nesta sexta-feira (24), com urgência, explicações sobre prisões preventivas de acusados na Lava Jato ao juiz Sérgio Moro, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, do Paraná.

Entre os nove acusados de envolvimento no esquema de propina sobre quem Falcão pediu informações atualizadas, estão o presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, que impetraram habeas corpus no STJ pedindo liberdade.

Outros que terão seus pedidos de prisão preventivos analisados são o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-deputado André Vargas (ex-PT/PR).

Moro tem cinco dias de prazo para ceder as informações. “Em seguida, os autos serão encaminhados ao Ministério Público Federal para elaboração de parecer e depois os habeas corpus serão julgados pela Quinta Turma”, informa o STJ. O relator da Quinta Turma é Newton Trisotto.

Nesta sexta, mais cedo, Moro decretou novo pedido de prisão preventiva contra Marcelo Odebrecht e outros quatro executivos de sua empreiteira.

Acusações

Os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutiérrez e mais cinco executivos das duas maiores empreiteiras do país, além de Vacarri Neto e André Vargas, são acusados de participar do esquema de corrupção e fraude em licitações na Petrobrás, investigados pela operação Lava Jato da Polícia Federal.

De acordo com as investigações, os executivos das empreiteiras tinham conhecimento e participavam das negociações do cartel. Eles foram presos na 14ª fase da operação e, pela decisão do presidente do STJ, permanecem presos.