Taxa de desemprego na grande SP aumenta pelo segundo mês consecutivo

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2019 18h47
Tony Winston/Agência BrasíliaDesemprego subiu de de 16,1% em março, para 16,7% em abril

Pelo segundo mês consecutivo, aumentou a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo, de 16,1% em março, para 16,7% em abril. O total de desempregados foi estimado em 1.872 mil pessoas, 100 mil a mais do que no mês anterior.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) e são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados e do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Seade-Dieese).

De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego aberto, ou seja, das pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum tipo de atividade nos sete últimos dias, subiu de 13,5% para 13,9%.

Já a de desemprego oculto passou de 2,6% para 2,8%. O desemprego oculto corresponde a pessoas cuja situação de desemprego está oculta pelo trabalho precário, conhecido como bico, ou pelo desalento, e que procurou trabalho nos últimos 12 meses anteriores à entrevista.

A taxa de desemprego total é composta pela soma das taxas de desemprego aberto e oculto.

Motivos

Segundo o levantamento, o resultado decorreu do aumento insuficiente do nível de ocupação (geração de 105 mil postos de trabalho, ou 1,1%), para absorver a expansão da População Economicamente Ativa (205 mil pessoas se incorporaram à força de trabalho da região, ou 1,9%).

O contingente de ocupados foi estimado em 9.339 mil pessoas. Houve diminuição do emprego assalariado (-1,3%), resultado da retração do assalariamento com carteira de trabalho assinada no setor privado (-2,2%), parcialmente compensada pelo aumento do assalariamento sem carteira assinada (3,6%).

A pesquisa constatou aumento nos contingentes de autônomos (9,6%), empregados domésticos (1,0%) e aqueles classificados nas demais posições (4,5%) – composto por empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais.