TCU investiga correios por gasto de R$ 100 milhões em consultoria

  • Por Jovem Pan
  • 02/06/2018 12h33 - Atualizado em 04/06/2018 11h02
Estadão Conteúdo LUCAS LACAZ RUIZ/AE/AE Ao se examinar essa contratações em conjunto, pode-se concluir que os procedimentos por parte da ECT podem indicar a possibilidade de direcionamento das contratações e de desperdício de dinheiro público, agravando ainda mais os resultados financeiros da empresa. diz o parecer do TCU

O Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades no contratos de três empresas de consultoria utilizadas pelos Correios.

As informações são do blog do Lauro Jardim.

As empresas foram contratadas com dispensa de licitação. São elas: INDG (atualmente Falconi Consultores de Resultados), a Ernst & Young e a Accenture do Brasil.

Na Accenture, por exemplo, o contrato chegou a R$ 35 milhões, e o TCE afirma que a estatal sequer encomendou estudo para avaliar a adequação do preço.

– Ao se examinar essa contratações em conjunto, pode-se concluir que os procedimentos por parte da ECT podem indicar a possibilidade de direcionamento das contratações e de desperdício de dinheiro público, agravando ainda mais os resultados financeiros da empresa.

O parecer recomenda que cada contrato seja investigado separadamente.

A assessoria de imprensa da Ernst & Young entrou em contato com a Jovem Pan em comunicado:

Referente a nota publicada no jornal O Globo do dia 02.06.2018, a Ernst & Young esclarece que participou de um processo de contratação regular e transparente, juntamente com outras empresas, todas convidadas através do ato administrativo PRT/PRESI 031/2013, tendo, ao final desse procedimento de concorrência entre empresas, firmado contrato de prestação de serviços especializados de consultoria aos Correios com base no artigo 25, caput,  da lei 8.666/93. A Ernst & Young foi declarada vencedora por apresentar a melhor proposta em comparação com outras empresas que também apresentaram proposta técnica e de preço nos termos do ato administrativo em referência. Os trabalhos da Ernst & Young foram realizados no limite do escopo contratado, com independência e ceticismo profissional tendo sido formalmente aceitos pelos Correios ao seu final.  A Ernst & Young reforça que está à disposição das autoridades cabíveis para prestar todos os esclarecimentos necessários.