Temer diz que sigilo das delações é decisão do STF e “não dará palpite”

  • Por Estadão Conteúdo
  • 30/01/2017 19h47
BRA01. BRASILIA (BRASIL), 05/01/2017.- El presidente brasileño, Michel Temer, sostiene una reunión con su gabinete sobre la crisis en el sistema penitenciario tras la matanza en una cárcel de Manaos, hoy, jueves 5 de enero de 2017, en Brasilia (Brasil). Entre el 1 y 2 de enero pasados, una reyerta en el complejo penitenciario de Anísio Jobim de Manaos causó la muerte de 56 presos. EFE/Joédson AlvesMichel Temer em Portugal - EFE

O presidente Michel Temer (PMDB) considerou “correta” a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, de homologar as 77 delações da Odebrecht. “Acho que a presidente Carmem Lúcia, que até tinha pré-anunciado sua decisão para hoje ou amanhã, fez o que deveria fazer. E nesse sentido fez corretamente”, disse. 

Em outras ocasiões, Michel Temer tinha afirmado que a homologação das delações, antes da escolha do novo ministro do STF, poderia atrapalhar as ações do governo e a economia do País.

Em Serra Talhada, o presidente Temer disse que não pode “dar palpite” sobre a decisão da presidente do STF. “Ela manteve o sigilo e essa é uma decisão do Judiciário, eu não posso dar palpite em delação”, afirmou.

Questionado se não temia vazamentos seletivos e de que forma eles poderiam prejudicar o seu governo, Temer disse “eu não sei” “De vez em quando sai um ou outro, mas eu confesso que estando lá no Supremo eu duvido que haja vazamento”, afirmou, destacando que conhece “a seriedade, a competência, a extraordinária capacidade administrativa e judicial da presidente Cármen Lucia” “Tenho certeza de que vazamento não haverá”, reforçou.

Cercado de ministros pernambucanos, o presidente não respondeu sobre o impacto do possível envolvimento de auxiliares nas delações e se isso afetaria a reforma ministerial.