Temer escolhe Aloysio Nunes como novo ministro das Relações Exteriores

  • Por Jovem Pan
  • 02/03/2017 15h35
Pedro França/Agência Senado Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ASENADO

O presidente Michel Temer escolheu o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como o novo ministro das Relações Exteriores. O tucano vai substituir o seu colega de partido, José Serra, que pediu demissão do cargo alegando problemas de saúde.

A vaga no Itamaraty é considerada uma espécie de feudo do partido e, desde a saída de Serra do Ministério, Temer já se reuniu pelo menos duas vezes com o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB.

Aécio indicou Aloysio – hoje líder do governo no Senado -, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que disse não estar disposto a assumir a função, e o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, que foi porta-voz no governo Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1999. Mas a vaga ficou mesmo com a primeira opção.

Posse

A intenção de Temer era mesmo de anunciar o nome do chanceler nesta semana para que ele tome posse na próxima segunda-feira, ou no máximo na terça-feira, junto com o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB). Aloysio já integrou a Comissão de Relações Exteriores do Senado.

No dia depois de Serra entregar sua carta de demissão a Temer, o líder do governo no Senado desconversou sobre um possível convite do presidente. “Só por que eu falo francês?”, brincou Aloysio, que morou durante 11 anos na França, na época da ditadura militar.

Com a nomeação para o Itamaraty, o tucano terá de desistir da disputa pela reeleição no Senado, em 2018, ou então sair do cargo, apenas um ano após assumir a pasta, para concorrer.

Cirurgia

Desde o final do ano passado, Serra vinha sofrendo com dores na coluna, o que levou o presidente Michel Temer a lhe recomendar que reduzisse o ritmo de trabalho à frente do Itamaraty. Em dezembro, o ministro submeteu-se a uma cirurgia, mas as dores continuaram. Serra deve se dedicar a um tratamento por quatro meses. Depois disso, vai voltar ao Senado, onde tem mandato até 2023.