Temer exonera presidentes de EBC e Incra e formaliza Oliveira no Planejamento

  • Por Estadão Conteúdo
  • 17/05/2016 09h14
Brasília - O presidente interino Michel Temer faz discurso durante cerimônia de posse aos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasill)Michel Temer

O governo de Michel Temer começou a desocupar cargos para os quais Dilma Rousseff havia nomeado titulares pouco antes de seu afastamento. O Diário Oficial da União (DOU), nesta terça-feira (17), traz a exoneração de Ricardo Pereira de Melo da presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Melo tinha sido nomeado por Dilma para a estatal de comunicação pública no início de maio, em substituição ao jornalista Américo Martins, exonerado no fim de março. 

Também foi riscada Maria Lúcia de Oliveira Falcón da presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Maria Lúcia Falcón havia assumido o comando do Incra recentemente, em março último, depois das mudanças que a gestão petista fez em alguns postos por causa do rompimento do PMDB com o Planalto.

O Diário Oficial ainda traz a exoneração dos presidentes da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), bem como de vários titulares de secretarias executivas de alguns ministérios, como de Governo, Educação, Justiça, Aviação Civil, Desenvolvimento Agrário, Planejamento e Meio Ambiente. Ainda há exonerações de secretários e diretores de áreas do extinto Ministério da Cultura, cargos como o de assessor especial da Fazenda e de outros ocupantes da Secretaria de Governo. 

Nomeações 

Em contrapartida às exonerações, foi formalizada a nomeação de Dyogo Oliveira para exercer o cargo de secretário-executivo do Ministério do Planejamento, agora comandado pelo peemedebista Romero Jucá (RR). Oliveira estava na equipe do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa. Ele já ocupou o mesmo cargo quando Barbosa foi ministro do Planejamento, no início do segundo mandato da presidente afastada. Depois foi transferido, junto com Barbosa, para a Fazenda, no qual ocupou o cargo também de secretário-executivo.

Ainda foi nomeado Carlos Henrique Menezes Sobral para a chefia do gabinete do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira.