Temer reúne ministros da área econômica em busca de acordo para MPs do ajuste

  • Por Agência Brasil
  • 13/04/2015 19h20
SÃO PAULO, SP, 19.10.2014: DEBATE-PRESIDENTE - Michel Temer (PMDB) - O senador Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), que disputam o segundo turno das eleições à Presidência, participam do debate da TV Record, neste domingo (19) em São Paulo. (Foto: Rodrigo Dionisio/Frame/Folhapress)Michel Temer (PMDB) no debate entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no dia 19/10/2014

O vice-presidente da República, Michel Temer, reuniu nesta segunda-feira (13) ministros da área econômica e líderes do governo na Câmara e no Senado para discutir as medidas de ajuste fiscal em tramitação no Congresso Nacional. 

Em pauta, as medidas provisórias 664 e 665, que alteram o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários como seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte. Os participantes do encontro ainda não anunciaram os pontos em que o governo pode ceder para se chegar a um acordo.

Além de Temer, que desde a semana passada também comanda a articulação política do governo, participaram da reunião, no gabinete da Vuice-Presidência, os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil), e Carlos Gabas (Previdência Social). De acordo com Gabas, não há nada definido no momento, e todos os temas estão sendo debatidos.

“Todos os temas em debate são passíveis de modificação, aperfeiçoamento. Estamos ouvindo os líderes, o relator das medidas, e o presidente da comissão mista que vai encaminhará a votação”, informou o ministro.

Segundo o líder do governo no Congresso, José Guimarães (PT-CE), durante a reunião foi discutida principalmente a MP 665. Para o deputado, a intenção é votar o relatório da medida ainda esta semana na comissão especial que analisa as medidas e requerer a votação em plenário até o fim do mês.

Amanhã (14), a comissão mista que analisa a Medida Provisória 665 (que altera regras para solicitação do seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso), deve analisar o relatório do senador Paulo Rocha (PT-PA). O parecer do relator ainda não foi divulgado.

“Não se trata de ceder, acrescentar ou tirar. É o diálogo que a comissão está promovendo. Estamos discutindo tudo. Não tem nada definido. O ambiente é muito bom. Posso assegurar que as condições estão dadas para votarmos a MP do seguro-desemprego”, acrescentou Guimarães. Segundo ele, com as conversas são construídas “grandes possibilidades de acordo na comissão”.

O ministro Gabas não divulgou o ponto que pode ser cedido pelo governo, mas esclareceu que todos os itens podem ser discutidos, sinalizando que haverá mudanças no texto original.

“Esperamos que o conjunto da MP seja aprovado. Se tiver itens que possam aperfeiçoá-la, vamos acatá-los, de modo que o ajuste fiscal seja aprovado no seu conjunto. Queremos preservar o conjunto da MP. Se ela será aperfeiçoada ou não, dependerá do Congresso”, disse o ministro.

José Guimarães também acredita que, a partir do texto-base do governo, os parlamentares poderão fazer alterações no projeto, desde que seja “preservada a espinha dorsal da medida provisória”. O ministro da Previdência avaliou que o ajuste passará na Câmara e no Senado “melhor do que chegou, pois será aperfeiçoado”.