Traficante Marcelo Piloto é transferido para presídio em Catanduvas, no PR

  • Por Jovem Pan
  • 19/11/2018 13h03 - Atualizado em 19/11/2018 13h04
Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai/DivulgaçãoO traficante tem de cumprir mais de 26 anos de prisão por latrocínio e roubo. No Brasil ele ainda responde por homicídio, tráfico e associação para o tráfico

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta segunda-feira (19) a ida do traficante Marcelo Piloto para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O brasileiro foi extraditado do Paraguai na manhã de hoje. As autoridades decidiram que ele seria transferido após ele ter matado uma jovem a facadas dentro do presídio em que estava no Paraguai. Piloto queria evitar o cumprimento de pena no Brasil.

A decisão que estabeleceu o presídio onde ficará Piloto é do juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais da Capital. Ele atendeu ao pedido do secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes. Há, agora, o prazo inicial de 60 dias para a permanência do traficante no Paraná.

O traficante tem de cumprir mais de 26 anos de prisão por latrocínio e roubo. No Brasil ele ainda responde por homicídio, tráfico e associação para o tráfico.

Segundo o Ministério da Justiça, Marcelo Piloto pode responder em Catanduvas peo assassinato da jovem dentro de sua cela.

“A excepcionalidade da medida para que o apenado não ingresse no sistema prisional estadual [fluminense] se justifica em razão de todo o histórico recente ocorrido no curso de sua custódia no Paraguai, bem como a logística empregada pelos meios de segurança, que apontam para o menor custo e maior eficácia na sua inclusão direta no Presídio Federal de Catanduvas, indicado pelo Departamento Penitenciário Nacional, considerando a proximidade com a cidade de Foz do Iguaçu, local de seu ingresso no País”, escreve o juiz.

O magistrado cita ainda as duas tentativas de resgate – frustradas – do traficante na cadeia perto de Assunção, no Paraguai, e da “grave situação” do Estado do RJ na área da segurança pública.

Extradição

O brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, acusado de tráfico internacional, falsidade ideológica e homicídios, foi extraditado nesta segunda-feira (19) do Paraguai para o Brasil.

Segundo a imprensa do Paraguai, ele deixou o país em uma aeronave do Grupo Aerotático da Força Aérea Paraguaia às 5h05.

Traficante confesso, Marcelo Piloto fugiu do Brasil depois de ser condenado a 26 anos de reclusão. A extradição do brasileiro foi cercada de sigilo e segurança envolvendo três barcos de patrulha das Forças Operacionais Especiais de Polícia (FOPE), segundo a imprensa do Paraguai.

No sábado (17), Marcelo Piloto esfaqueou 17 vezes na cela em que estava uma jovem, de 18 anos, que foi visitá-lo. Autoridades paraguaias acreditam que ele cometeu o crime na tentativa de evitar a extradição para o Brasil. O governo do Paraguai decidiu mudar o comando da Polícia nacional após o assassinato.

No Paraguai, Piloto é investigado por crimes de homicídio e falsificação de documentos. As autoridades de segurança do Estado estão com receio que um megatraficante como ele volte com sede de vingança.

Piloto foi preso na cidade de Encarnación,, em 2017, após a descoberta que estava usando documentos falsos.