Tribunal avalia procedimento que envolve Dilma

  • Por Estadão Conteúdo
  • 12/04/2017 09h41
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Brasília - Presidente afastada Dilma Rousseff, faz sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Dilma rousseff - AGBR

O ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar afirmou que pagou “vantagens indevidas, não contabilizadas” à campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência da República em 2014. Segundo o delator, os repasses “foram implementados por intermédio do assessor Manoel Araújo Sobrinho e a pedido de Edinho Silva”. 

Atual prefeito de Araraquara, no interior de São Paulo, Edinho Silva foi o tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma em 2014 Ele tem negado irregularidades e afirmado que todas as doações de campanha foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que a investigação seja remetida à Procuradoria Regional da República da 3.ª Região. Edinho tem prerrogativa de foro perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Fachin determinou o levantamento do sigilo da investigação e mandou enviar cópia do relato do delator Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e documentos apresentados ao TRF-3 e à Procuradoria Regional da República.

Em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mês passado, o da Odebrecht Alexandrino Alencar disse que a empreiteira pagou um total de R$ 21 milhões em dinheiro vivo a três partidos políticos para comprar tempo de TV para a chapa formada por Dilma e Michel Temer.

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