Troca de acusações entre candidatos marca debate presidencial novamente

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2014 07h53
Aécio e Dilma acusaram-se mutuamente de dizer inverdades no segundo debate presidencial

Os candidatos à Presidência fugiram novamente da discussão sobre o futuro do País no segundo debate na TV deste segundo turno. O confronto das duas candidaturas foi promovido pela Jovem Pan, UOL e SBT no início da noite desta quinta-feira.

Sem trégua, Dilma Rousseff e Aécio Neves usaram os mesmos temas do debate anterior: corrupção, nepotismo, mentira e desinformação. 

O presidenciável tucano mostrou que no Governo Dilma Rousseff, a Petrobras extraiu dinheiro público para particulares. Aécio Neves apontou nova denúncia de corrupção bilionária na estatal, descoberta pelo Tribunal de Contas da União.

***Confira todos os trechos do debate no áudio acima

A presidente da República se atrapalhou diante de perguntas sobre a corrupção na Petrobras. Quem ouviu a resposta de Dilma Rousseff ficou sem saber se é ela ou se é o poder Judiciário quem pune corruptos governistas.

Nepotismo

Ambos os candidatos fizeram acusações mútuas de nepotismo; Dilma disse que Aécio empregou a irmã Andrea Neves quando governou Minas Gerais. E Aécio mostrou que um irmão da Presidente da República foi funcionário fantasma da Prefeitura do petista Fernando Pimentel.

Num dos raros momentos em que os problemas do Brasil entraram no debate, o presidenciável tucano citou a inflação. Aécio Neves perguntou se o eleitor consegue comprar algum produto pagando o mesmo preço de seis meses atrás e acusou Dilma de esconder os fatos.

Dilma Rousseff também criticou o compromisso de Aécio Neves de baixar a inflação de mais de 6,5% para apenas 3%:

Mal-estar

A candidata Dilma Rousseff passou mal depois do debate enquanto era entrevistada ao vivo por uma repórter do SBT. Ela pediu para se sentar e justificou o problema como resultado de uma queda da pressão arterial.

E o TSE decidiu proibir os ataques mútuos entre os dois adversários no horário eleitoral gratuito no rádio e na tv. Mas, a troca de insultos continua liberada para debates, entrevistas e outras manifestações dos candidatos em campanha.