Tucano Aloysio Nunes é o novo líder do governo no Senado

  • Por Estadão Conteúdo
  • 31/05/2016 11h04
Brasília- DF 20-10-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Sessão para discutir o projeto de lei da Câmara que tipifica o crime de terrorismo no Brasil. A proposta tramita em regime de urgência e terá como relator de plenário o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Lula Marques/Agência PT Aloysio Nunes Ferreira - Agência PT

O tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP) será o novo líder do governo no Senado. A informação foi confirmada pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Aloysio foi vice candidato à presidente na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG), em 2014, e é citado no âmbito das investigações da operação Lava Jato.

Aloysio terá uma reunião no Palácio do Planalto para que o convite seja formalizado, mas o senador negou a informação. De manhã, o presidente em exercício Michel Temer ligou para o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), para comunicar sua escolha

Em fevereiro, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), anexou novos fatos sobre o senador Aloysio e o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em um inquérito mantido até hoje sob sigilo na Corte. O inquérito de Aloysio não faz parte da operação Lava Jato, mas tanto ele quanto o ex-ministro são investigados por supostos crimes eleitorais com base na delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, obtida no âmbito da Operação Lava Jato.

Ao incluir as informações no inquérito de Mercadante e Aloysio, Mello atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) “O pagamento de vantagens pecuniárias indevidas a Aloysio Nunes Ferreira e Aloizio Mercadante pelo grupo empresarial UTC, em valores em espécie e, inclusive, sob o disfarce de doação eleitoral ‘oficial’, pode configurar os crimes de corrupção passiva ou de falsidade ideológica eleitoral e de lavagem de dinheiro”, escreveu a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, ao STF, em novembro passado. 

Diferentemente de outros tucanos, na tarde dessa segunda-feira (30), Aloysio evitou comentar os diálogos entre o ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que foi flagrado em uma situação em que dava conselhos a investigados na Lava Jato. O político minimizou a questão e disse que não é possível parar a Lava Jato. Horas depois, o ministro se demitiu.