À TV, Alckmin defende polícia paulista e diz que água dura até março de 2015

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2014 13h40
Geraldo Alckmin (dir.) foi entrevistado por César Tralli nesta segunda e respondeu questões sobre água

Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição no governo do Estado de São Paulo, foi o segundo a dar entrevista ao programa da Rede Globo, SPTV 1ª edição. Na segunda, Paulo Skaf falou.

Alckmin resondeu questões a respeito da seca por que passa o Estado paulista e a possibilidade de racionamento, além de falar sobre segurança pública e saúde.

O jornalista e apresentador César Tralli lembrou que o volume do Sistema Cantareira está com menos de 9% de sua capacidade, contando com o volume morto e, mesmo assim, o governo nega o racionamento. “O eleitor de São Paulo corre o risco de acordar no dia seguinte à eleição sem água?”, questionou Tralli.

Como tem dito, Alckmin repetiu que “estamos enfrentando a maior seca dos últimos 64 anos” e elogiou os “72% da população que reduziram o consumo”.

O governador disse ainda que “temos uma outra reserva técnica do Cantareira que nós nem pretendemos utilizar” e que “temos água até março do ano que vem”.

“Você garante?”, indagou Tralli. “Mas é técnico isso (essa conta)”, replicou Alckmin.

Mudando de assunto, o apresentador citou um bom número de redução de criminalidade em São Paulo, mas lembrou que Alckmin “retirou o crime de roubo da estatística”, interrogando em seguida se a “manobra” é correta.

“É uma medida justa e correta; nós não podemos comparar coisas diferentes”, justificou o candidato do PSDB.

Ao tentar explicar o aumento do número de roubos no Estado do Sudeste, Alckmin afirmou que “o roubo em geral passou a ser (registrado o boletim de ocorrência) pela Delegacia Eletrônica”. “É claro que havia uma subnotificação; nos próximos meses esse número estabiliza”, garantiu.

Tralli interpelou, então, o número de apenas 2% de esclarecimento dos casos de roubos no Estado.

Alckmin negou o dado e afirmou que “a polícia de São Paulo é a que mais investiga no País”.

“Claro que nós não estamos satisfeiros”, assumiu o governador.

O candidato cita, porém, grandes concursos que estariam sendo abertos para delegados e funcionários de segurança. Alckmin alega ainda que a “polícia científica vai aumentar 45%” e que “nunca se investiu tanto” na área.

Na questão da saúde pública, Tralli denunciou que pessoas continuam perdendo horas e atravessando o Estado para serem atendidas em hospitais de referência. “Em 20 anos de PSDB, não era para esse problema já ter acabado?”, indagou.

Alckmin listou, então, novos hospitais que estão sendo construídos, como em São Carlos e São José do Campos, disse que “a saúde de São Paulo é a melhor do Brasil” e afirmou que “a expectativa de vida subiu” no Estado.

O candidato tucano ainda alfinetou a administração federal: “A tabela do SUS que não é corrigida a 10 anos e ninguém fala” e disse estar investindo R$60 milhões nas Santas Casas de Misericórdia, que vivem crises financeiras – neste ano, o pronto socorro da Santa Casa de São Paulo fechou por mais de 24 horas por falta de insumos hospitalares.

Em seus segundos finais, Alckmin declarou que seu possível segundo mandato será em favor da “melhora da qualidade de vida de nossa população”.