Último protesto do ano reúne autores do pedido de impeachment e políticos

  • Por Jovem Pan
  • 13/12/2015 19h08
Protesto pelo impeachment em SP tem público menor que o esperado

Milhares de pessoas foram às ruas do Brasil neste domingo (13) para se manifestar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na companhia delas estiveram políticos da oposição e um dos autores do pedido de impeachment, como o jurista Hélio Bicudo.

Um dos autores do pedido de impeachment, Hélio Bicudo compareceu ao evento. “Não há como negar o impeachment. Não sou eu quem quer. Não é você. É o povo que quer. Quem é que tem coragem de parar um movimento que tem esse respaldo popular?”, disse o jurista, que fez um discurso.

“Nós, hoje, o que exigimos e queremos: a devolução do nosso país cuja confiança o PT e seus apoiadores traíram. Nós todos nos propomos a resgatar a democracia brasileira, não porém por meio escusos nem por meio de chicanas. A democracia que queremos de volta será alcançada com base na Constituição da República”, discursou.

No estado de São Paulo, o protesto reuniu cerca de 36,5 mil pessoas, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública. Destas, 30 mil compareceram à Avenida Paulista, na capital, às 16h15, horário com maior movimentação no local.

Um dos líderes do movimento contra Dilma na oposição, o senador José Serra (PSDB-SP) também esteve presente e afirmou que a mobilização do povo “é a única força capaz de mudar o Brasil”. Além disso, o tucano analisou a situação atual como “a pior crise econômico-social da história”. Para ele, o Brasil “precisa de Governo de verdade” e isso só acontecerá com a união do povo “para influenciar o Congresso Nacional”.

De acordo com o Movimento Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre, dois dos organizadores da manifestação, o protesto deste domingo foi apenas um “esquenta” para um maior, que ocorrerá em 13 de março. “Acreditamos, de acordo com o processo e indicações que tivemos até agora (do calendário político do impeachment) que o dia 13 de março vai ser mantido como uma mega manifestação a acontecer antes da votação final na Câmara dos Deputados”, disse Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, à reportagem da Rádio Jovem Pan.

De acordo com a polícia militar, não houve confrontos nem incidentes graves na manifestação.