Vacinação contra gripe atinge mais de 90% do público-alvo

Imunização não tem eficácia contra o coronavírus, mas auxilia profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a Covid-19, já que os sintomas são parecidos

  • Por Jovem Pan
  • 10/07/2020 19h46 - Atualizado em 10/07/2020 19h47
Elza Fiúza/Agência BrasilAs pessoas do público-prioritário que ainda não foram imunizadas devem buscar os postos de vacinação

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira, 10, que a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe alcançou 90,2% do público-alvo. Entre os grupos prioritários, os idosos tiveram melhor desempenho, com cobertura de 119,72%. Estados e municípios receberam 79,9 milhões de doses da vacina. Desse total, 81,18% foram aplicados.

Desde o dia 1º de julho, a pasta recomenda aos estados e municípios a estenderem a vacinação à população em geral enquanto durarem os estoques da vacina excedentes da campanha. A medida tem objetivo de assegurar o uso das doses  nas localidades que não alcançaram a meta de imunização no público-alvo, que continua sendo prioritário.

As pessoas do público-prioritário que ainda não foram imunizadas devem buscar os postos de vacinação. A campanha nacional encerrou no dia 30 de junho, sendo exclusiva para idosos (60 anos e mais de idade), trabalhadores da saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motorista e cobrador), portuários, povos indígenas, crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, pessoas com deficiência,  gestantes, puérperas até 45 dias, adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas. A meta do governo era alcançar 90% desse grupo em todo país.

Influenza

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza. Entre os grupos prioritários, além dos idosos, os trabalhadores da área da saúde ultrapassaram 100%, alcançando 115,23% do grupo vacinado. Enquanto isso, o grupo com menor cobertura vacinal é o das pessoas entre 55 a 59 anos, que tiveram 58,91% de imunização; as gestantes, com cobertura vacinal de 63,92%; seguidas das crianças até 5 anos, com 64,64%; professores das escolas públicas e particulares, com 74,67% do público vacinado.

A vacina da gripe protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina não tem eficácia contra o coronavírus. No entanto, vai auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a Covid-19, já que os sintomas são parecidos, além de ajudar a reduzir a procura por serviços de saúde.

Em 2020, até 4 de julho, foram registrados 1.607 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza (gripe) em todo o país, com 239 mortes. Do total de casos, 618 foram casos de influenza A (H1N1), com 87 óbitos; 67 casos e 13 mortes por influenza A (H3N2), 405 de influenza A não subtipado, com 77 mortes; e 517 casos e 62 óbitos por influenza B.

* Com informações da Agência Brasil