Witzel diz que obras em metrô serão retomadas com dinheiro da Lava Jato

  • Por Jovem Pan
  • 12/09/2019 17h21
Fernanda Dias/Estadão ConteúdoAntes, governador havia dito que aterraria obras da Estação Gávea, parte de ramal da Linha 4

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), desistiu da ideia de aterrar as obras da Estação Gávea, que faz parte de um ramal da Linha 4 do metrô, e anunciou nesta quinta-feira (12) que os trabalhos serão retomados com o dinheiro recuperado por meio de acordos de leniência ou colaboração com réus da Operação Lava Jato.

Witzel disse ter recebido aval do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, para investir os recursos na obra, que deveria ter ficado pronta para os Jogos Olímpicos de 2016.

O governador chegou a anunciar que iria aterrar, a um custo de até R$ 40 milhões, as escavações já feitas para a estação, o que despertou muitas críticas entre especialistas em mobilidade urbana. O ramal foi projetado para se ligar, futuramente, à Estação Uruguai, na Tijuca, mudando completamente a dinâmica atual das linhas do metrô, permitindo que o passageiro embarque na zona norte da cidade diretamente para a Barra da Tijuca, sem precisar passar por dezenas de estações, ao longo do centro e da zona sul.

“O mais importante é que já há consenso. Devemos prosseguir, devemos fazer a obra, devemos encontrar os recursos, que virão da Justiça Federal, provavelmente, que são objeto de desvio. Então nada mais justo que eles sejam ali empregados”, disse, durante um evento no Tribunal de Justiça, nesta quinta.

“O doutor Marcelo Bretas disse que não sabe exatamente o valor, mas que pode ser que chegue a R$ 1 bilhão. Mas esse dinheiro não está depositado, ele tem um fluxo de caixa. Existe hoje talvez R$ 300 milhões, e esse valor é metade para a União e metade para o estado. Estamos conversando com a AGU [Advocacia Geral da União], pedi a intervenção dos nossos senadores, para conseguirmos 100% deste valor e darmos início imediato a essas obras. Eu acredito que, mais alguns dias, nós vamos ter uma solução”, completou.

*Com Agência Brasil