Witzel sobre fim de sequestro na Rio-Niterói: ‘Foi um trabalho de excelência’

  • Por Jovem Pan
  • 20/08/2019 11h40 - Atualizado em 20/08/2019 11h41
NELSON PEREZ/GOVERNO DO RIO DE JANEIROGovernador disse que prioridade era salvar reféns

O governador Wilson Witzel (PSC) comemorou, nesta terça-feira (20), a morte do sequestrador que manteve, por quase quatro horas, 37 passageiros de um ônibus reféns na Ponte Rio-Niterói. Ao ouvir os disparos efetuados por atiradores de elite da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e ter a confirmação do óbito, o governador deixou o helicóptero no qual estava, dentro da ponte, aplaudindo e vibrando.

Logo depois da libertações dos reféns – nenhum ferido -, Witzel classificou a operação como de “sucesso” e “excelência”. Ele relacionou oc aso com a situação das comunidades do Rio de Janeiro, onde pelo menos cinco jovens foram mortos vítimas de bala perdida na semana passada.

“Foi um trabalho de excelência, se a PM não tivesse abatido o criminoso, muitas vidas não teriam sido poupadas, e é isso que está acontecendo nas comunidades: se a polícia puder abater quem está de fuzil, muitas vidas serão poupadas”, disse, acrescentando, no entanto, que a morte do homem não era a melhor possibilidade. “Primeiro, eu quero agradecer a Deus. Não foi a melhor solução possível, o ideal era que todos saíssem com vida, mas tomamos a decisão de salvar os reféns, de solucionar o problema rapidamente, foi um trabalho muito técnico da polícia, que usou atiradores de elite, eu fiquei monitorando o tempo todo.”

Witzel disse, ainda, que conversou com parentes do sequestrador, que pediram desculpas à população e aos reféns por seu comportamento. “Falaram que houve uma falha na educação, a mãe dele estava chorando muito”, lembrou.

O governador informou que a recém-criada Secretaria de Vitimização irá cuidar não apenas dos 37 reféns, mas também da família do homem morto.  “Fizemos a oração do Pai Nosso junto com as vítimas e oramos pelo criminoso que morreu”, contou.

Já o porta-voz da PM fluminense, coronel Mauro Fliess, considerou a ação policial bem-sucedida e parabenizou os agentes envolvidos na ocorrência. “Essa é a polícia que queremos ver. Foi necessário o disparo de um sniper para neutralizar o marginal e salvar todas as pessoas do ônibus. Estamos prestando toda a atenção à saúde dos reféns e agindo com solidariedade. Parabenizo todos os envolvidos. Nenhum refém ferido, eles estão recebendo atendimentos médicos e psicológicos em caso de necessidade. Mas nenhum ferimento”, comemorou.

O sequestrador foi identificado como William Augusto do Nascimento. Ele afirmou que era policial, mas a informação foi negada pelo governo do Rio. Também foi descoberto que a arma utilizada por ele era de brinquedo. Apesar disso, segundo o coronel, o homem jogou combustível no veículo e ameaçou incendiá-lo.

*Com Estadão Conteúdo