Britânica é declarada culpada pelo assassinato dos próprios pais

  • Por Agencia EFE
  • 20/06/2014 11h53

Londres, 20 jun (EFE).- Uma mulher britânica de 56 anos e seu marido, de 57, foram declarados culpados nesta sexta-feira pelo assassinato dos pais dela depois que, após 15 anos, os corpos fossem descobertos enterrados no jardim de sua casa.

Susan e Christopher Edwards, que ajudou a encobrir os fatos e recebia parte da aposentadoria das vítimas, receberam uma sentença de culpabilidade no Tribunal de Nottingham, no centro da Inglaterra, mas deverão ser sentenciados em próxima audiência.

O crime articulado pelo casal gerou uma grande comoção no país, tendo em vista que os mesmos mantinham que Patricia e William Wycherley seguiam vivos para receber suas aposentarias. De acordo com fontes policiais, o crime teria ocorrido ainda em 1998.

Susan Edwards, que durante o julgamento confessou ter dificuldades para distinguir a fantasia da realidade, assegura que sua mãe teria matado seu pai por conta de inúmeras desavenças.

Segundo Susan, que recusa a versão de assassinato, sua mãe, com 63 na época, matou seu pai, de 85, e, na sequência, começou a lhe provocar dizendo que ela era uma filha indesejada e que tinha sido abusada sexualmente na infância.

Desta forma, após matar a própria mãe, a autora do crime revelou a história ao marido e, no fim de semana seguinte, enterraram os corpos no jardim dos fundos da casa dos Wycherley, um imóvel que foi vendido 2005 com os corpos enterrados.

O casal, que tinha dificuldades financeiras, esvaziou as contas bancárias das vítimas e, desde então, passou a receber suas aposentadorias, até um montante de 306 mil euros.

A notícia desse crime só veio à tona após uma denúncia feita pela madrasta de Christopher Edwards, enquanto a polícia desenterrou os corpos, envolvidos em roupa de cama, no dia 10 de outubro de 2013.

Durante o processo judicial, a juíza Dona Parry-Jones disse que foi “um assassinato frio e calculado, motivado pela avareza”.

Neste caso, ambos poderiam ser condenados à prisão perpétua ao serem sentenciados, embora ainda não haja uma data prevista para essa decisão. EFE