Cameron promete usar “todos os recursos” contra assassinos do Estado Islâmico

  • Por Agencia EFE
  • 04/10/2014 09h24

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, prometeu neste sábado (4) usar “todos os recursos” ao seu alcance para perseguir e punir os carrascos do voluntário britânico Alan Henning, que supostamente foi decapitado pelo Estado Islâmico (EI) na Síria.

Após uma reunião com membros das forças de segurança do Reino Unido, Cameron afirmou que o assassinato do taxista de Salford (norte da Inglaterra) é “sem sentido” e “imperdoável”.

“O assassinato de Alan Henning é absolutamente abominável”, disse o primeiro-ministro após analisar a situação com representantes do Serviço Secreto, das Forças Armadas e dos Ministérios do Interior e Relações Exteriores.

“Não faz sentido, é completamente imperdoável”, afirmou, antes de acrescentar que “qualquer um que tenha dúvidas sobre esta organização, pode ver agora o quão repugnante e bárbara ela é”.

“Como país – prosseguiu Cameron – o que devemos fazer, com nossos aliados, é tudo o que for possível para derrotar essa organização nessa região (Oriente Médio) e também em casa”.

“E devemos fazer todo o possível para perseguir e encontrar os responsáveis (pela execução)”, frisou.

Cameron definiu Henning como “um homem de grande paz, amabilidade e gentileza”, que foi “ajudar outras pessoas” com seus amigos muçulmanos.

“Seus amigos muçulmanos chorarão nesta época especial de Eid (Festa muçulmana do Sacrifício), assim como todo o país”, declarou.

O EI divulgou na sexta-feira (3) um vídeo que aparentemente mostra a decapitação de Henning, sequestrado em dezembro na Síria e o quarto refém ocidental assassinado pelos jihadistas nesse país.

No vídeo, Henning diz que “devido à decisão de nosso parlamento de atacar o Estado Islâmico, eu como britânico pago agora o preço por essa decisão”.

Em seguida, seu executor, mascarado e vestido de preto, diz em inglês que “o sangue de David Haines (o outro refém britânico executado) está nas mãos de David Cameron e agora Henning será sacrificado e seu sangue estará nas mãos do parlamento britânico”.

A Câmara dos Comuns aprovou no dia 26 de setembro, a pedido do governo, a participação do Reino Unido nos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra posições do EI no Iraque.