Cardeal espanhol é nomeado presidente de Comissão que vigia Banco do Vaticano

  • Por Agencia EFE
  • 04/03/2014 15h03

Cidade do Vaticano, 4 mar (EFE).- O cardeal espanhol Santos Abril y Castelló foi nomeado presidente da Comissão Cardinalícia para vigiar o bom funcionamento do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o chamado Banco do Vaticano, após os escândalos financeiros.

Os cardeais membros da comissão, criada por Bento XVI e confirmada por Francisco, elegeram Santos Abril y Castelló, que já fazia parte do organismo, como presidente, informou em comunicado o escritório de imprensa do Vaticano.

O Vaticano explica que o presidente tem o dever de convocar, pelo menos, duas vezes por ano esta comissão para examinar “os relatórios sobre os principais processos de negócios e de estratégias gerais” apresentados pelo Conselho de Superintendência, o principal órgão de direção do Banco do Vaticano.

A comissão também se ocupa de garantir que sejam cumpridas a disposições do estatuto do banco e de nomear os cinco membros que formam o Conselho de Superintendência, com mandato dura cinco anos.

Em 15 de janeiro, o papa Francisco tinha tomado a decisão de renovar a comissão criada Bento XVI, apesar de Francisco ter nomeado em junho outra comissão especial para estudar a reforma do banco.

Bento XVI, em fevereiro de 2013, tinha renovado a comissão por um quinquênio, mas hoje Francisco introduziu mudanças entre seus membros, a exceção do presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso, Jean-Louis Tauran, que seguirá fazendo parte deste organismo.

Os novos membros são o novo Secretário de Estado, Pietro Parolin, o arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, e o de Torono, Thomas Christopher e o espanhol Santos e Abril, arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore, e membros de várias congregações vaticanas, de quem já se especulou então que seria designado o futuro presidente desta comissão.

Santos Abril nasceu em Alfambra, em Teruel (Espanha), em 21 de setembro de 1935. Em 1967 entrou no serviço diplomático da Santa Sé, com cargos como secretário na Nunciatura do Paquistão e da Turquia e também se tornou responsável pela seção espanhola da Secretaria de Estado, o que permitiu ser professor de Língua Espanhola de João Paulo II.

Foi núncio na Bolívia, Camarões, Gabão e Guiné Equatorial e em 1996 foi enviado à República Federal da Iugoslávia por João Paulo II.

De 2000 a 2003 foi transferido à Nunciatura apostólica da Argentina. Posteriormente, voltou aos Bálcãs como núncio na Eslovênia e Bósnia e Herzegovina e posteriormente na Macedônia.

Desde 2011 é arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore e vice-camerlengo da Igreja.

Foi criado cardeal no consistório de 18 de fevereiro de 2012 por Bento XVI e na Cúria Romana é membro das congregações para os Bispos, para as Causas dos Santos e para a Evangelização dos Povos. EFE