Carga de 140 quilos de cocaína vai parar em supermercados na Alemanha

  • Por Agencia EFE
  • 07/01/2014 15h00

Berlim, 7 jan (EFE).- Mais de 140 quilos de cocaína foram encontrados em vários supermercados da rede Aldi em Berlim e região escondidos em caixas de banana no maior carregamento de cocaína descoberto no país desde o fim dos anos 90, anunciou nesta terça-feira a polícia alemã.

A carga com a droga, que no mercado negro pode chegar a 6 milhões de euros, estava escondida em sete caixas de banana procedentes da Colômbia que tinham entrado na Alemanha pelo porto de Hamburgo.

Dali as caixas foram distribuídas a quatro supermercados Aldi de Berlim e outro em Velten (leste da Alemanha) onde foram encontradas antes de serem vendidas ao público.

Segundo o chefe de departamento do Escritório de Criminalística, Olaf Schrem, a descoberta aconteceu de maneira totalmente “casual” e seria de “um erro logístico” dos narcotraficantes no momento da entrega da mercadoria.

Ainda não se sabe o responsável ou os responsáveis pelo envio da droga e quais eram os destinatários, embora, segundo o membro de investigação aduaneira, Andreas Beyer, a chegada dos pacotes a Berlim “certamente não era prevista”.

Pelo contrário, segundo Beyer, sua aparição final nos supermercados pode se dever a problemas para tirar a droga dos contêineres nos quais vinham as caixas com a cocaína.

A rota que liga a América do Sul a Hamburgo (norte da Alemanha) é considerada pelas autoridades uma das vias de contrabando preferida pelos narcotraficantes.

De fato, atualmente o fórum da cidade está julgando um homem que teria tentado introduzir na Alemanha 500 quilos de cocaína escondidos em um contêiner com briquetes de madeira (conglomerados de madeira usados como combustível para estufas) provenientes do Paraguai.

As caixas de banana onde estava camuflada a droga faziam parte de um envio maior de 1.150 caixas que foram transferidas ao mercado atacadista do bairro berlinense de Moabit.

As autoridades inspecionaram o restante das caixas dessa carga, mas não encontraram mais sinais de cocaína. EFE