Chanceleres defendem maior integração entre Mercosul e Aliança do Pacífico

  • Por Agencia EFE
  • 24/11/2014 17h10

Santiago do Chile, 24 nov (EFE).- Em discurso nesta segunda-feira em um seminário que procura explorar vias de aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, destacou que a convergência entre os dois blocos é “essencial”.

“Somos diferentes no comércio e no econômico, mas a ideia de convergência na diversidade é essencial”, disse o ministro, que participou com colegas de vários países da região do seminário “Diálogo sobre Integração Regional: Aliança do Pacífico e Mercosul”, realizado em Santiago do Chile.

A Aliança do Pacífico, criada em 2011, é integrada por México, Colômbia, Peru e Chile, todos eles países com saída ao Oceano Pacífico.

O Mercosul, por sua parte, é uma união aduaneira formada por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.

Figueiredo admitiu que a tarefa da convergência não é simples, mas destacou que não há sentido algum que os países com saída ao Atlântico e ao Pacífico sigam dando-se as costas ao invés de aproveitar a vantagem excepcional que representa ter acesso comercial a ambos oceanos.

Além disso, o ministro ressaltou que há muitas instâncias nas quais se pode avançar obviamente em matéria de integração em infraestrutura, ciência e tecnologia, energia e infraestrutura e movimento de pessoas, sem alterar as características específicas de cada pacto.

Por sua parte, o chanceler da Argentina, Héctor Timerman, insistiu na necessidade de avançar rumo à industrialização da região, para que esta deixe de ser apenas exportadora de matérias-primas.

Já o anfitrião do encontro, o chanceler chileno Heraldo Muñoz, disse que a integração da América Latina não é uma opção, mas uma necessidade, dado o atual contexto econômico mundial.

“O que acontece no mundo nos indica que aprofundar a integração não é uma opção, é uma necessidade e para que isso ocorra é necessário estender pontes entre as distintas iniciativas de integração regional existentes”, opinou Muñoz. EFE

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