Chega a 56 número de mortos em explosões na China; veja vídeo

  • Por Agencia EFE
  • 14/08/2015 08h38
Autoridades afirmaram que a maior explosão foi equivalente a uma provocada por 21 toneladas de explosivoIncêndio inicia série de explosões na China; veja imagem

O número de mortos devido às explosões em uma terminal de contêineres de Tianjin, no norte da China (veja vídeo com uma compilação de registros das explosões abaixo), na quarta-feira chegou a 56, 21 dos quais são bombeiros que participavam das tarefas de extinção e resgate.

Enquanto isso, 721 pessoas continuam hospitalizadas, entre elas 25 em condição crítica e 33 em estado grave, informou a equipe de resgate, segundo a agência oficial “Xinhua”.

O diretor do Departamento de Bombeiros de Tianjin, Zhou Tian, informou em entrevista coletiva que os vários pequenos incêndios e as leves explosões que continuam acontecendo no armazém dificultam os trabalhos de busca.

Um bombeiro de 19 anos foi resgatado hoje de entre os escombros, enquanto cerca de 6.000 moradores da região foram evacuados e hospedados temporariamente em escolas, informaram as autoridades locais.

Gao Huaiyou, subdiretor do organismo de vigilância de segurança do trabalho de Tianjin, disse hoje em um pronunciamento que “os perigosos produtos químicos que explodiram no terminal de contêineres não puderam ainda ser identificados”.

Gao citou como causas os danos ocorridos nos escritórios da companhia, Tianjin Dongjiang Port Ruihai International Logistics, e também ressaltou “divergências maiores entre os papéis da empresa e os registros dos clientes”, sem entrar em mais detalhes.

A carga é armazenada nos terminais por um período não superior a 40 dias até que é levado para outro lugar, acrescentou Gao, e assinalou que o lugar da explosão tinha sido “redesenhado para armazenar químicos perigosos”.

Segundo esta nova definição do local, o terminal poderia estar mais perto de prédios residenciais do que a lei permite.

No meio da polêmica, o Conselho de Estado (governo chinês) informou hoje que vai fazer uma inspeção nacional para examinar as medidas de segurança nos locais que armazenem ou trabalhem com produtos químicos de risco. EFE