China afiança cooperação energética com Angola, sua segunda fonte de petróleo

  • Por Agencia EFE
  • 09/05/2014 15h51

Luanda, 9 mai (EFE).- A China reafirmou nesta sexta-feira sua associação estratégica com Angola, a segunda fonte de petróleo do gigante asiático, com a assinatura de acordos de cooperação, principalmente no setor energético.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, e o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, assinaram hoje seis acordos para impulsionar a cooperação em matéria energética, financeira, agrícola e de infraestruturas.

Li visitou Luanda em sua primeira viagem pelo continente africano, que continuará amanhã no Quênia.

O primeiro-ministro chinês pediu “mais facilidades políticas para empresas e cidadãos chineses” na hora de trabalhar em Angola.

Eles assinaram um acordo de proteção de investimentos entre os dois países.

Li sugeriu que as empresas chinesas deem mais formação aos trabalhadores angolanos, após as críticas que companhias do país asiático receberam por empregar chineses temporários não essenciais, que poderiam ser desempenhadas por cidadãos locais.

Quanto à cooperação entre os países no âmbito diplomático, Santos afirmou que Angola conta com o apoio chinês à candidatura do país africano a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2015-16.

A ex-colônia portuguesa é a segunda exportadora de petróleo para China, atrás somente da Arábia Saudita, e sua importância estratégica cresceu com a presença cada vez maior de empresas e cidadãos chineses no país sul-africano.

Angola abriga a maior comunidade chinesa da África, 260 mil pessoas.

Segundo dados de Sonangol, a companhia petrolífera estatal angolana, 45% das exportações de petróleo de Angola em 2013 foram para a China.

A relevância de Angola como exportadora de petróleo à China não teve como consequência a implantação de empresas chinesas na exploração das reservas angolanas.

As petrolíferas chinesas só têm participações minoritárias nos blocos de produção com vantagens fiscais de Angola, operados em sua maioria por empresas ocidentais como Total e Chevron.

As petrolíferas chinesas não tem tecnologia necessária para operar em águas profundas e ultra-profundas, de onde se extrai a maioria do petróleo angolano.

As reservas atuais de Angola passam dos 13 bilhões de barris.

A China é um parceiro estratégico de Angola desde 2004, quando pôs à disposição do país os fundos necessários para iniciar o processo de reconstrução após o fim da guerra civil, que durou de 1975 a 2002.

As empresas chinesas desempenharam um papel fundamental na reconstrução da rede de estradas e da infraestrutura ferroviária de Angola.

Os intercâmbios comerciais entre Angola e China em 2013 aumentaram 35,5%, até os 37.502 milhões.

As exportações para a China alcançaram os US$ 33,458 bilhões e as importações chegaram aos US$ 4,044 bilhões, aumento de 45%. EFE