China prende ex-ministro de Segurança e o expulsa do Partido Comunista

  • Por Agencia EFE
  • 06/12/2014 03h51
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Pequim, 6 dez (EFE).- O ex-ministro de Segurança da China, Zhou Yongkang, foi finalmente detido e expulso do Partido Comunista (PCCh), acusado de corrupção e de divulgar segredos de Estado, entre outros delitos, publicou neste sábado a agência oficial “Xinhua”.

A investigação contra o ex-ministro, que foi anunciada no final de julho, “provou que Zhou violou seriamente a disciplina política, organizativa e confidencial do Partido”, segundo a agência, que acrescentou que o político “se aproveitou de sua posição para buscar benefícios e aceitou o pagamento de propina em grande quantidade”.

Zhou, a figura de maior peso político a ser alvo da campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping, é acusado também de “abusar de seu poder para ajudar parentes, amantes e amigos, através de operações de negócios que resultaram em sérias perdas para as empresas estatais” chinesas.

Além disso, “vazou segredos de Estado e do Partido, cometeu adultério com um grande número de mulheres e utilizou seu poder para obter sexo e dinheiro”. A agência acrescentou que foram encontradas “provas de mais crimes” cometidos por Zhou durante a investigação.

“O que Zhou fez viola seriamente a disciplina do Partido, sua natureza e sua missão”, diz o comunicado divulgado pela “Xinhua”.

O político, de 71 anos, fez carreira no partido e se transformou em diretor-geral da China National Petroleum Corporation entre 1996 e 1998. Sua ascensão no PCCh o levou a ser duas vezes ministro, de Terras e Recursos e de Segurança Pública.

Também governou a rica província de Sichuan, no oeste do país, e ocupou um cargo no Comitê Permanente do PCCh, no qual são tomadas as principais decisões do país.

Este último cargo, que desempenhou entre 2007 e 2012 quando o Comitê contava com nove membros (agora são sete), o transforma no primeiro funcionário do mais alto escalão a ser detido desde 1976.

Agora, o caso de Zhou passará a ser responsabilidade da procuradoria do país, que anunciou a abertura de uma investigação contra ele, de modo que ainda terá que ser indiciado para que aconteça um eventual julgamento.

O jornal oficial “Diário do Povo” deu boas-vindas à detenção de Zhou e garantiu que “a decisão mostra que o Partido persiste em sua crença de salvaguardar os interesses fundamentais do povo”.

“A decisão tem a aprovação do Partido e do povo”, afirmou a publicação em seu editorial, no qual acrescentou que “os impactos (do que fez) tiveram péssimas consequências”.

O caso contra Zhou é o de maior peso depois que seu protegido, Bo Xilai, ex-dirigente de Chongqing e um dos políticos mais carismáticos da China, foi condenado à prisão perpétua por corrupção e abuso de poder em setembro do ano passado. EFE

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