Cide é vital para equilíbrio fiscal e governo não vai reduzi-la, diz Kátia Abreu

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/02/2015 17h00
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 22-05-2012, 17h00: A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Senado Federal, em Brasília (DF). O empresário irritou a CPMI ao se negar a responder a 30 das 60 perguntas feitas por parlamentares durante duas horas e meia de depoimento, alegando que falará antes à Justiça. "Estamos aqui perguntando para um múmia, uma pessoa que não quer responder", afirmou a senadora, que sugeriu o encerramento da sessão e teve sua proposta acolhida. Preso desde 29 de fevereiro de 2012 sob acusação de explorar jogos ilegais e comandar um vasto esquema de corrupção, Cachoeira saiu em 22 de maio pela primeira vez do complexo penitenciário da Papuda, sob forte esquema de segurança. A CPMI foi instalada em 25 de abril de 2012 para investigar práticas criminosas de Cachoeira e agentes públicos e privados, desvendadas pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. (Foto: Sérgio Lima/Folhapress, PODER)Senadora Kátia Abreu afirmou que a CCJ irá votar lei que define vandalismo como crime

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou na tarde desta quarta-feira, 25, que o governo não pretende reduzir a Cide para diminuir o preço dos combustíveis. Segundo ela, esse imposto é importante para o equilíbrio fiscal.

A fala da ministra ocorreu na saída de uma reunião com o Ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, o secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, empresários e trabalhadores do setor de transporte. Kátia afirmou ainda que o governo não quer tabelamento de preço de frete. “Vivemos no livre mercado”, disse.

“O governo está bastante convicto da importância de manter a Cide e não flexibilizar a questão fiscal. O que é bom para o Brasil tem de ser bom para todos os brasileiros”, argumentou. “Temos convicção de que todas as medidas econômicas que o governo tomou até agora estão corretas”, disse. 

Segundo a ministra, os caminhoneiros pedem a prorrogação do Finame e a sanção da lei dos caminhoneiros sem vetos, entre outras coisas. 

Kátia Abreu argumentou ainda que houve um atraso no plantio da soja no Mato Grosso e, com isso, a colheita também ficou atrasada. Esse quadro deixou parte dos caminhoneiros sem trabalho e reduziu o preço do frete.

“Essa ausência de trabalho desespera qualquer pessoa”, afirmou. A ministra argumentou ainda que a logística brasileira está mudando e levando a demanda por transporte para outras partes. 

“Os portos da região norte e de Itaqui estão invertendo a logística, como o esperado. Essa demanda que sobrou deve vir para o Sul porque acima do paralelo 16 está se produzindo a maior parte da soja do Brasil”, observou. 

A ministra ponderou ainda que os segmentos de frango e suínos são os que mais estão sofrendo com a greve por dificuldade de fornecimento de ração e pelos estoques encalhados.