Colégios eleitorais fecham na África do Sul após um dia calmo

  • Por Agencia EFE
  • 07/05/2014 17h11

Johanesburgo, 7 mai (EFE).- Os colégios eleitorais fecharam nesta quarta-feira na África do Sul às 21h (locais, 16h de Brasília), que votou na quinta eleição geral desde a queda do regime segregacionista do “apartheid” em um ambiente de calma, quebrado somente por poucos protestos violentos em alguns pontos do país.

O ambiente de tranquilidade e as filas em frente aos colégios dominaram o dia em todo o país, apesar dos atrasos em mais de 10% dos 22 mil colégios eleitorais onde eram esperados 25 milhões de sul-africanos, aproximadamente a metade da população.

Os incidentes aconteceram em áreas marginais como Springs e Bekkersdal, na província de Gauteng, motor econômico do país e onde fica a cidade de Johanesburgo.

Ali alguns jovens queimaram vários colégios eleitorais, enquanto na cidade de Maruleng (na província de Limpopo) os moradores cortaram várias estradas e obrigaram a atrasar a abertura dos colégios.

A polícia deteve cerca de cem pessoas relacionadas com incidentes de violência eleitoral, embora as autoridades tenham qualificado os distúrbios de “isolados” e se mostraram satisfeitas com o desenvolvimento do processo.

Embora os dados de participação e os resultados parciais não tenham sido divulgados ainda, o Congresso Nacional Africano (CNA) continua sendo o favorito indiscutível e deve revalidar os mais de 60% dos votos que recebeu o presidente Jacob Zuma há cinco anos.

O principal partido da oposição, a Aliança Democrática (DA), busca ultrapassar a fronteira de 20% dos votos e superar os 16% que teve em 2009.

As camisetas e símbolos dos partidos e o comícios, frequentes nos eventos políticos na África do Sul, aconteceram na porta de vários colégios eleitorais.

Os resultados provisórios serão conhecidos na terça-feira e decidirão a composição do novo parlamento nacional, que elegerá entre os líderes dos partidos o novo presidente do país.

Os sul-africanos votaram hoje também para escolher os parlamentos das nove províncias do país, dominadas todas elas pelo CNA exceto a de Cabo Ocidental, cuja capital é Cidade do Cabo e que é governada pela DA. EFE

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