Com o lema “América em 1º lugar”, Trump completa 100 dias na presidência dos EUA

  • Por Jovem Pan
  • 29/04/2017 10h58
MRX18. WASHINGTON (EE.UU.), 20/04/2017.- El presidente de Estados Unidos, Donald J. Trump y el primer ministro de Italia Paolo Gentiloni (fuera de cuadro) responden a los periodistas durante una rueda de prensa conjunta hoy, jueves 20 de abril de 2017, en la Sala Este de la Casa Blanca en Washington (EE.UU.). EFE/SHAWN THEWDonald Trump EFE

Em 20 de janeiro de 2017 foi o dia 1 do governo de Donald John Trump nos Estados Unidos. No discurso de posse, um slogan de campanha ecoou: “America First, America First”, afirmando que os EUA vem em primeiro lugar.

A América em primeiro lugar de Trump foi vista nos primeiros movimentos do novo governo. No primeiro dia útil na Casa Branca, o republicano retirou os Estados Unidos do Tratado do Transpacífico. 

No dia 6, autorizou a construção do muro com o México e logo depois estremeceu a comunidade global ao vetar a entrada de imigrantes e refugiados de sete países de maioria muçulmana. As ordens executivas assinadas por Trump dominaram as manchetes durante o primeiro mês de governo.

Foram 30 dias cumprindo promessas de campanha e atacando a imprensa. Mas quando todos já achavam que Trump não se renderia à política tradicional, o discurso do republicano começou a ficar mais suave. E mais: a política externa da nova Casa Branca mudou drasticamente.

O America First da campanha e da posse não fez mais sentido quando o republicano autorizou no dia 77 o bombardeio na Síria em resposta a um ataque químico realizado por Bashar al-Assad. Os especialistas acreditavam que a adaptação de Trump ao establishment aconteceria imediatamente após a posse.

Mas os 100 primeiros dias do republicano mostram que essa mudança está acontecendo aos poucos, como explica a coordenadora de relações internacionais da FAAP, Fernanda Magnotta. Parte da razão pela qual Trump suavizou o discurso vem das derrotas sofridas.

Nesta semana, o presidente adiou a construção do muro na fronteira com o México. Anteriormente, o governo já havia fracassado ao tentar aprovar no congresso uma reforma da saúde para substituir o Obamacare e não conseguiu também fazer o veto à entrada de imigrantes e refugiados ser aceito pela justiça.

O diretor do Instituto Brasil do Wilson Center em Washington, Paulo Sotero, não vê com tanta certeza a possibilidade de Trump mudar a sua postura devido a esses erros. Ao longo desta última semana, o republicano desqualificou a importância da marca de cem dias de governo.

A tradição de avaliar um presidente durante esse período surgiu com Franklin Roosevelt, que prometeu várias medidas econômicas nos primeiros meses de governo. Donald Trump tuítou que não importa o quanto ele conseguiu durante o marco ridículo dos 100 dias, a imprensa sempre o criticará.

*As informações são de Victor LaRegina