Comandante diz que há indícios de “ação legítima” em caso de criança morta pela PM

  • Por Jovem Pan
  • 06/06/2016 15h38
SP - MENOR/MORTE/PM/CARRO - GERAL - Local onde garoto I.F.J.S, de 10 anos, foi morto na madrugada desta sexta-feira (3) em confronto com policiais militares, na Vila Andrade, na zona sul da capital paulista. O menino, suspeito de furtar um carro, estava com outro menino, de 11 anos, que o acompanhava no veículo, e foi apreendido. I.F.J.S teria atirado contra os policiais. 03/06/2016 - Foto: RAFAEL ARBEX/ESTADÃO CONTEÚDOLocal onde garoto I.F.J.S

Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo diz que indícios apontam até agora ação legítima no caso de criança morta com tiro na cabeça na Zona Oeste de São Paulo.

O coronel Ricardo Gambaroni falou sobre a ocorrência na manhã desta segunda-feira (06) em evento no Quartel do Comando Geral da corporação, no Bom Retiro, região central de São Paulo.

Na quinta (02), uma perseguição pelas ruas da Vila Andrade terminou com um menino de dez anos morto após troca de tiros com PMs que faziam patrulhamento pelo local. Ele havia furtado um carro com um comparsa, um menino de onze anos.

O coronel Ricardo Gambaroni afirmou que a investigação caminha para demonstrar que os policiais agiram para se defender no caso. “Até agora todos os indícios mostram que foi ação legítima. Infelizmente em um resultado danoso, mas tudo leva a crer que fizeram uso da força para se defender. Aqueles policiais estão muito abalados com a situação”, disse.

Neste domingo (05), o portal G1 divulgou um vídeo que mostra supostamente os policiais militares interrogando o menino de onze anos antes de ele ser levado ao DHPP.

O coronel Gambaroni destacou que a gravação não foi feita pela polícia militar, mas que eventualmente o material pode ser juntado como prova. “Não foi uma coisa apresentada. o DHPP está colhendo todas as provas em relação àquilo. Essa, se for juntada, é mais, eventualmente, uma prova”, completou.

O caso é investigado tanto pela Corregedoria da Polícia Militar como pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil.

O corpo de Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira foi enterrado na manhã de sábado (04) no cemitério São Luiz, na Zona Sul de São Paulo.

*Informações do repórter Tiago Muniz