Combates contra jihadistas deixam 5 soldados mortos e 10 feridos no Líbano

  • Por Agencia EFE
  • 23/01/2015 18h52

Beirute, 23 jan (EFE).- Pelo menos cinco soldados libaneses morreram e outros dez ficaram feridos nesta sexta-feira em combates entre o exército e jihadistas que começaram depois de um ataque dos terroristas a um posto de controle militar na área de Ras Baalbeck, na fronteira com a Síria, informou à Agência Efe uma fonte de segurança.

A mesma fonte acrescentou que entre os jihadistas há 35 vítimas mortais.

O exército libanês afirmou em comunicado que várias de suas unidades bombardearam “com todo tipo de armas as posições dos agressores e as rotas que utilizam para infiltrar-se na área”.

Segundo a agência de notícias “ANN”, o exército respondeu ao ataque dos jihadistas em Ras Baalbeck depois que estes atacaram sua posição em Tallat el Hamra, na mesma região.

Por outra parte, a emissora “A Voz do Líbano” informou que as forças armadas perderam contato com uma de suas unidades, composta de seis militares que participavam do confronto.

Em declarações a essa emissora de rádio, o chefe do exército, general Jean Kajwayi, advertiu os jihadistas contra as tentativas de desestabilizar o Líbano.

“O exército está cumprindo sua missão ao máximo e é capaz de repelir qualquer infiltração nas aldeias pacíficas do vale do Bekaa, que têm por objetivo alterar a estabilidade interna no território libanês”, declarou o chefe militar.

Tallat el Hamra é um ponto estratégico que domina os arredores de Arsal, uma região limítrofe com a Síria.

Em agosto do ano passado, o grupo Estado Islâmico e a Frente al Nusra – filial da Al Qaeda na Síria -, junto a outros movimentos extremistas, mantiveram um enfrentamento com o exército libanês na região de Arsal e capturaram 30 soldados como reféns, dos quais 25 seguem vivos.

Desde o início da revolta na Síria em março de 2011, a situação de segurança no Líbano se deteriorou, principalmente no norte e nordeste do país, e aumentou a divisão da população entre defensores e críticos do presidente sírio, Bashar al Assad. EFE