Combates no Líbano deixam pelo menos 8 soldados e 35 jihadistas mortos

  • Por Agencia EFE
  • 24/01/2015 11h49

(Atualiza o número de mortos e acrescenta declarações)

Beirute, 24 jan (EFE).- Pelo menos oito soldados libaneses e 35 combatentes jihadistas morreram nos enfrentamentos após um ataque contra a um posto de controle militar na zona de Ras Baalbeck, fronteiriça com a Síria, informou o exército em comunicado e uma fonte de segurança à Agência Efe.

Além disso, dez soldados libaneses e dezenas de jihadistas ficaram feridos, acrescentou a fonte de segurança.

“O heroísmo e as vitórias do exército demonstraram a todo o mundo que qualquer ataque contra o território ou os militares fracassará e que o Líbano será o cemitério dos atacantes”, advertiu o vice-primeiro-ministro e ministro libanês de Defesa, Samir Mokbel em comunicado.

Dois corpos dos militares libaneses foram achados em Ras Baalbeck, onde ontem houve enfrentamentos entre o Exército e cerca de 200 jihadistas que tinham se introduzido desde a Síria nesta região.

Os choques ocorreram após um ataque, horas antes, dos extremistas a um posto das forças armadas em Tallat el Hamra, na mesma zona.

Entre os radicais mortos se encontram um comandante militar do grupo Estado Islâmico (EI), Al Ahwazi, e outros dois responsáveis desse grupo terrorista, Ghayath Jomaa e Abu al Walid al Ansari, indicou a fonte de segurança.

O Exército libanês continua com as operações nessa área conflituosa, que é um ponto estratégico que domina os arredores de Arsal, uma região limítrofe com a Síria.

Em agosto, o grupo Estado Islâmico e a Frente al Nusra -filial da Al Qaeda na Síria-, junto a outros movimentos extremistas, mantiveram um enfrentamento com o exército libanês na região de Arsal e capturaram 30 soldados como reféns, dos quais 25 seguem com vida.

Desde o início da revolta na Síria em março do 2011, a situação de segurança no Líbano se deteriorou, sobretudo no norte e nordeste do país, e aumentou a divisão da população entre partidários e adversários do presidente sírio, Bashar al Assad. EFE