Começa reunião na OEA sobre a Venezuela

  • Por Agencia EFE
  • 06/03/2014 20h23

Washington, 6 mar (EFE).- A reunião do Conselho Permanente da OEA sobre a Venezuela começou nesta quinta-feira a portas fechadas na sede do organismo com mais de duas horas de atraso, por causa da extensão de um encontro informal prévio entre os embaixadores para decidir se permitiam ou não a entrada dos meios de comunicação.

Os embaixadores começaram a reunião formal quase as 19h30 (de Brasília), com a intenção de votar a possibilidade de tornar pública a sessão, checou a Agência Efe.

A reunião sobre a Venezuela, convocada a pedido do Panamá, motivo pelo qual o governo venezuelano anunciou que romperia relações com esse país, examinará três opções: emitir uma declaração conjunta, convocar uma reunião de chanceleres do continente ou pedir o envio de uma missão observadora ao país.

Antes da reunião, os embaixadores debateram informalmente em uma sala diferente por quase duas horas a possibilidade de reverter a decisão do presidente do Conselho Permanente, o dominicano Pedro Vergés, de convocar a reunião a portas fechadas, o que impede o acesso da imprensa.

Pelo menos Peru, Canadá, Chile e Panamá solicitaram que a convocação seja pública, uma ideia apoiada na quarta-feira pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

Os embaixadores não chegaram a um consenso no debate prévio, por isso decidiram votar no início da reunião privada sobre a abertura à imprensa, o que precisaria de uma maioria de 18 votos.

Depois de resolvido esse ponto, os embaixadores passarão a debater sobre a situação da Venezuela, onde há três semanas foram registrados protestos contra o governo em que já morreram 19 pessoas e duas centenas ficaram feridas.

A opção que ganhou mais força na preparação da reunião é a de emitir uma declaração conjunta que chame a Venezuela ao diálogo.

A missão da Bolívia já fez circular uma minuta de comunicado para esse fim, de acordo com fontes ligadas ao organismo.

A proposta inicial do Panamá, a de convocar uma reunião de consulta com os chanceleres do continente, tem “pouca ou nenhuma” possibilidade de prosperar, e também não é provável que se decida enviar uma missão observadora da OEA à Venezuela, de acordo com as fontes que conversaram com a Agência Efe. EFE