Comperj será concluído em dois anos se Petrobras conseguir parceria privada

  • Por Agência Brasil
  • 27/08/2015 15h21
RIO DE JANEIRO, RJ, 24.08.2015: PROTESTO-RIO - Protesto de funcionários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) durante 'Ato Juntos pelo Comperj - Refinaria já !', em frente à sede da Petrobras, na avenida Chile, na região central do Rio de Janeiro (RJ). (Foto: Rudy Trindade/Frame/Folhapress)Manifestantes protestam na sede da Petrobras

Pouco mais da metade dos recursos que ainda são necessários para a conclusão do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) devem ter contrapartida de um parceiro privado. A informação foi repassada hoje (27) a parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelo diretor de Engenharia, Roberto Moro, e o diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino.

Em audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj criada para averiguar perdas econômicas, financeiras e sociais no Rio de Janeiro, nos últimos dez anos, por influência dos negócios da Petrobras, eles disseram que dos cerca de US$ 4,3 bilhões que restam para a conclusão do Comperj, US$ 2,3 bilhões deveram ter a contrapartida privada.

Celestino explicou que o montante responderia por 15% das obras do primeiro trem de refino. “Estamos buscando um novo sócio. A partir da nova parceria, em aproximadamente dois anos, concluiríamos a obra”, estimou o diretor de Abastecimento.

Segundo Roberto Moro, os US$ 2 bilhões restantes, arcados pela própria Petrobras, serão investidos na conclusão da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e a Central de Utilidades do Comperj, já previstas no plano de negócios 2015-2019.

Uma vez retomadas essas obras, o contingente de empregados no canteiro, que é aproximadamente 12 mil, subiria para 15 mil até a conclusão do complexo.

Os dois diretores anunciaram que os projetos de construção do segundo trem de refino foram adiados devido à queda na demanda por combustíveis e que as refinarias já existentes dão hoje conta dessa demanda.