Concentração mensal de CO2 supera limite simbólico no hemisfério norte

  • Por Agencia EFE
  • 26/05/2014 12h36

Genebra, 26 mai (EFE).- As concentrações mensais de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera superaram em abril o limite simbólico de 400 partes por milhão (ppm) no hemisfério norte, mais uma prova de que a queima de combustíveis fósseis, entre outras atividades humanas, são as causas primárias do aquecimento global.

“Esse limite tem uma importância simbólica e científica”, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) de sua sede mundial em Genebra, ao comunicar hoje o novo dado.

Assim se reforça a evidência de que a combustão de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) é a principal atividade humana responsável pelo aumento constante de gases do efeito estufa, que se caracterizam por “segurar” o calor e aquecer o planeta.

Todas as estações de vigilância do hemisfério norte que formam a rede de Vigilância da Atmosfera Global (VAG) da OMM notificaram concentrações de CO2 na atmosfera sem precedentes na temporada do ano em que são registrados os níveis máximos.

Esses coincidem com o início da primavera no hemisfério norte, antes que o crescimento da vegetação absorva o dióxido de carbono.

Prevê-se que, apesar dos valores máximos no hemisfério norte na primavera já terem ultrapassado o nível de 400 ppm, a concentração média mundial anual de CO2 supere essa marca em 2015 ou em 2016.

Segundo os dados mais recentes recopilados, a quantidade de CO2 presente na atmosfera alcançou 393,1 ppm em 2012, frente a níveis pré-industriais de 278 partes por milhão.

Durante os 10 últimos anos, a quantidade de CO2 na atmosfera experimentou um aumento médio de duas partes por milhão por ano.

O CO2 permanece na atmosfera durante centenas de anos e seu ciclo de vida nos oceanos é ainda mais prolongado. EFE