Confrontos pelo controle de Benghazi deixam 70 mortos na Líbia
Trípoli, 11 fev (EFE).- Pelo menos 70 pessoas morreram nas últimas horas por causa dos confrontos que ocorrem há dias pelo controle da estratégica cidade de Benghazi, a segunda mais importante da Líbia.
Um porta-voz do Centro Médico de Benghazi explicou nesta quarta-feira que 40 corpos já foram enterrados apesar não terem sido identificados e que outros 30 esperam no necrotério do centro hospitalar para serem sepultados nas próximas horas.
A fonte não esclareceu se as vítimas são civis ou milicianos dos diferentes grupos que combatem no país, nem as circunstâncias que levaram às mortes.
Uma fonte da polícia de Benghazi informou à Agência Efe que pelo menos dois milicianos leais ao general rebelde Khalifa Hafter perderam a vida em combates com as milícias islamitas “Majlis al Shura” e “Zuar Benghazi”, que defendem o governo rebelde instalado em Trípoli.
A fonte afirmou que os confrontos ocorreram nos bairros de Suq al Luhum, com o objetivo de conseguir invadir nesta cidade.
Os bairros de Benghazi voltaram a ser palco de bombardeios da aviação e a artilharia pesada na noite de terça-feira, principalmente no bairro de Al Sabri, cobiçado pelas tropas de Hafter.
Os milicianos islamitas responderam com vários tiros que atingiram o bairro de Buhdima, em posições das forças da aliança “Al Karama” (Dignidade), comandado desde o maio pelo general Hafter, perto do bairro de Buhdima.
A fonte também alertou que a cidade de Benghazi sofre uma grave escassez de combustível, de eletricidade e de alimentos.
O ex-general, que apoiou o ditador Muammar Kadafi e depois se tornou em um de seus principais opositores no exílio, conta com artilharia pesada e aviação, e o apoio do Exército regular líbio.
Recentemente, ampliou sua ofensiva a várias cidades vizinhas a Benghazi, assim como ao oeste do país, onde também ataca posições das forças islamitas de Fajr Líbia (Amanhecer da Líbia) e seus aliados. EFE
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