Consumo cai pois famílias se preocupam com empregos, avalia presidente da Fecomercio-SP

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2014 08h50
SAO PAULO - SP - 01.04.2010 - Abram Szajman, presidente do Sebrae. Sebrae anuncia grande expansao. (Rodrigo Capote/ Folha Imagem MERCADO ABERTO). ***EXCLUSIVO FOLHA*** 4587Presidente da Fecomercio fala para a campanha Brasil Melhor

Em entrevista a Denise Campos de Toledo no Jornal da Manhã desta segunda-feira, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Abram Szajman, previu que 2015 “é um ano de precaução”.

Em relação à sua área, Szajman disse: “Nós estamos prevendo para 2015 um crescimento de 1% em relação ao faturamento real deste ano”. E esse número é pequeno, considera. “Vamos fechar este ano com um faturamento real em queda, o que é uma coisa com a qual não estávamos acostumados”.

Ainda assim, 2014 deve fechar com números piores. “O comércio está sofrendo revés”, avaliou. “Nós estamos prevendo uma queda de 1,5% em relação ao faturamento do ano anterior.”

Szajman propôs uma explicação: “O próprio consumo tem desacelerado e as famílias, mesmo com o endividamento caindo, têm retido o consumo porque têm se preocupado com o próprio emprego”, afirmou. “O próprio emprego no comércio varejista está crescendo muito pouco.”

Essa preocupação faz com que “as pessoas não queiram entrar em 2015 com dívidas” e retenham o consumo. “As pessoas estão adquirindo menos bens e, principalmente, menos bens duráveis”, calculou o presidente da Fecomercio-SP.

Para corrigir a rota da econômia do âmbito governamental, Szajman concorda com um prognóstico amargo e necessário. “Os últimos quatro anos foram quatro anos de gastos exagerados”, mediu. “De uma certa maneira, nós temos pagar o preço do que fizemos nos últimos quatro anos”, concluiu Abram Szajman.

Ouça a entrevista completa no áudio acima.