Coreia do Norte anuncia novas eleições legislativas em março

  • Por Agencia EFE
  • 08/01/2014 02h45

Seul, 8 jan (EFE).- A Coreia do Norte vai realizar no próximo mês de março eleições para designar os novos deputados da Assembleia Popular Suprema, o principal órgão legislativo do país, informou nesta quarta-feira a agência de notícias estatal “KCNA”.

O Presidium, que é o órgão que dirige o Parlamento, “decidiu realizar as eleições dos deputados da Assembleia Popular Suprema no dia 9 de março”, divulgou a agência em Pyongyang em um breve despacho, sem oferecer mais detalhes.

As eleições acontecem, de acordo com o sistema político norte-coreano, a cada cinco anos. As últimas foram em março de 2009.

As próximas eleições, as primeiras desde que Kim Jong-un assumiu o poder em 2011, podem colocar nas cadeiras do Parlamento os políticos mais fiéis ao atual líder, segundo a interpretação de analistas sul-coreanos citados pela agência local “Yonhap”.

Os especialistas acreditam que a Coreia do Norte vai tentar consolidar ainda mais a liderança do jovem Kim, que hoje completa 31 anos, semanas após a execução do tio do líder e antigo número 2 do regime, Jang Song-thaek, uma ação violenta que pode ter gerado instabilidade em torno das elites do país.

Ainda não se sabe se o próprio Kim Jong-un concorrerá a uma cadeira nas eleições, algo bastante provável já que seu pai, o falecido ditador Kim Jong-il, foi eleito em várias ocasiões.

A Assembleia Popular Suprema, presidida pelo veterano político Kim Yong-nam, compreende 687 cadeiras que serão ocupadas pelos deputados escolhidos pelos cidadãos no mesmo número de circunscrições.

O Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte possui atualmente a maioria arrasadora no Parlamento (601 deputados), enquanto o restante é composto por partidos menores, todos eles simpáticos à ideologia do socialismo “juche” (autossuficiente) que rege o Estado norte-coreano desde a sua fundação em 1948.

A Coreia do Norte anunciou as novas eleições legislativas em um momento de incerteza política após a execução de Jang, embora também com alguma esperança de uma melhoria nas relações com a vizinha Coreia do Sul, depois que Kim Jong-un propôs uma aproximação com Seul em sua mensagem de Ano Novo. EFE