Coreia do Norte condena dois supostos espiões de Seul à prisão perpétua

  • Por Agencia EFE
  • 23/06/2015 07h45

Seul, 23 jun (EFE).- A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira a condenação à prisão perpétua de dois sul-coreanos que estavam detidos sob as acusações de espionagem e atividades subversivas.

O Tribunal Central de Pyongyang, principal órgão de justiça da Coreia do Norte, ditou hoje a sentença contra Kim Kuk-gi e Choe Chun-gil, de 60 e 55 anos, respectivamente, informou a rádio estatal do país, monitorada pelo Ministério da Unificação de Seul.

O regime norte-coreano tinha anunciado em meados de março a detenção dos dois sul-coreanos, que foram acusados de realizar trabalhos de espionagem por ordem dos EUA e do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS)

Os detidos foram acusados, entre outros delitos, de ter introduzido desde o exterior material informático e audiovisual com conteúdos para “difamar” os líderes da dinastia Kim, assim como de ter entregue ao NIS em Seul dados confidenciais sobre viagens do falecido Kim Jong-il durante a última década.

Seul, por sua vez, os reconheceu como seus cidadãos, negou as acusações contra eles e exigiu sua libertação, embora não tenha confirmado se estão relacionados ou não com seus serviços de inteligência.

A condenação à prisão perpétua dos dois sul-coreanos poderia complicar ainda mais as já difícil relação entre Norte e Sul, que há meses mantêm seus laços seriamente deteriorados pelo constante atrito política e militar.

No caso de Kim Kuk-gi, a Coreia do Norte assegura que é um ex-missionário que construiu uma rede de espionagem para derrubar o regime com cerca de 30 bases de operações na cidade fronteiriça chinesa de Dandong, além de distribuir propaganda ilegal e bilhetes falsos.

Quanto a Choe Chun-gil, é acusado de recopilar informação militar confidencial, incluindo dados e materiais das instalações nucleares norte-coreanas, para entregá-la a Seul e Washington, além de outros delitos como introduzir pornografia no país e tentar construir uma igreja protestante clandestina. EFE