Coreia do Norte lembra 3º aniversário da morte do “querido líder”

  • Por Agencia EFE
  • 17/12/2014 08h08

Seul, 17 dez (EFE).- A Coreia do Norte homenageou nesta quarta-feira com manifestações cidadãs e sons de sirene o terceiro aniversário da morte do “querido líder”, Kim Jong-il, segundo a imprensa estatal, que destacou o ambiente “solene” vivido na capital, Pyongyang.

“Todos os membros do partido, soldados e outros cidadãos mantiveram três minutos de silêncio em direção ao Palácio do Sol de Kumsusan, o templo sagrado onde descansa Kim Jong-il”, pai do atual líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou a agência estatal “KCNA”.

A homenagem, que aconteceu ao meio-dia (hora local), incluiu também o toque de sirenes, buzinas de veículos e de apitos em uma “atmosfera solene”, segundo a fonte.

O jovem Kim Jong-un, que teria 31 anos, liderou uma cerimônia em Pyongyang cercado de milhares de oficiais do Partido dos Trabalhadores e do exército, segundo imagens divulgadas pela televisão estatal “KCTV”.

A “KCTV” também mostrou centenas de pessoas na capital em silêncio em homenagem ao falecido líder e depositando flores aos pés da grande estátua de bronze de Kim Jong-il no centro da cidade.

Um sorridente Kim Jong-il estampou hoje a capa do jornal do “Rodong”, do Partido dos Trabalhadores, ao lado de um grande editorial exaltando as conquistas políticas e militares do homem que governou o país com mão de ferro de 1994 até sua morte, em dezembro de 2011.

Especialistas na Coreia do Sul acreditam que o terceiro aniversário da morte de Kim Jong-il pode significar mudanças no país, já que a tradição confucionista coreana estipula três anos como o período de luto que todo filho deve cumprir com rigor.

Kim Jong-un, que por enquanto aplicou estritamente a política “songun” de prioridade militar instaurada por seu progenitor, poderia ter agora mais liberdade para pôr em prática novas estratégias.

No exterior, organizações de direitos humanos lembraram o lado obscuro da ditadura do “querido líder”.

“Kim Jong-il deve ser recordado por liderar crimes sistemáticos contra a humanidade e contra de seu próprio povo, incluindo uma crise de fome catastrófica”, disse em comunicado a Human Rights Watch. Durante os anos 90, estima-se que entre 500 mil e um milhão de norte-coreanos morreram de fome no país. EFE